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Marrecos selvagens são avistados no Rio Macuco, em Cordeiro

Quem conhece Cordeiro, na Região Serrana, sabe que Rio Macuco atravessa a cidade exposição. Esse rio, que nasce no município de Duas Barras, é o principal curso d’água de Cordeiro.

Contam os moradores antigos que o rio não era como o que vemos hoje, mas com águas límpidas, peixe com certa fartura, onde se pescava e tomava banho. Eu já ouvi, do meu avô, muitas histórias sobre esse Rio Macuco de outros tempos.

O Rio Macuco, mesmo como o conhecemos hoje, têm potencial de atrair diversas espécies de aves, tanto por ser fonte água, quanto pela vegetação que cresce a sua margem. Por conta disso, hoje daremos destaque a uma ave muito interessante que, ao que parece, fixou residência na cidade de Cordeiro, nas águas deste referido rio.

Ela é a pé-vermelho (Amazonetta brasileinesis), uma espécie de marreco silvestre que, à primeira vista, pode ser confundido com um animal doméstico – principalmente no centro urbano e por serem muito dóceis.

Este pequeno marreco, medindo entre 39 e 43cm, possui características distintas já que o macho possui bico vermelho e maior região da asa em tom verde, enquanto a fêmea possui bico preto e manchas brancas na base do bico e acima dos olhos. No entanto os indivíduos observados são da subespécie (Amazonetta brasiliensis brasiliensis), sendo a diferença principal o fato de não possuir o verde nas asas, o que não tira a graça da ave.

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Fêmea da espécie (Foto: Gabriel Monnerat)

Esta marreca, alimenta-se por filtração, característica de aves desse tipo, como patos. Tal fato permite que coma plantas aquáticas, mariscos, crustáceos, além de grãos e minhocas. Há relatos de terem sido observadas comendo arroz em plantações.

Essa espécie reproduz-se do final do verão-início de inverno, fazendo ninho em touceiras, próximo a água, podendo ter de 6 a 9 filhotes, que permanecem com os pais até terem capacidade de voar. Os gaviões são seus predadores.

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Macho da espécie (Foto: Gabriel Monnerat)

O que a observação desta espécie ensina e nos mostra? Sem dúvida, podemos tirar uma lição com os marrecos selvagens: se fossemos mais responsáveis e cuidássemos melhor de nossos cursos d’água, além de melhorar nossa qualidade de vida, teríamos mais presenças como essas, inclusive no centro de nossa cidade, pois o rio é fonte de alimento para diversas espécimes. Apesar do descaso e desleixo com os quais os rios urbanos são tratados, a natureza acha um jeito de se sustentar e readaptar.

Apesar do Rio Macuco agonizar em seu trecho urbano, ainda somos agraciados por várias aves que usufruem direta e indiretamente dele. Fica o alerta:  o quanto mais rico seria para o município de Cordeiro, para a população e para a natureza, que pulsaria mais intensamente por suas águas, se estas ainda fossem límpidas como os antigos nos contam? Até a próxima coluna!

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