Silêncio institucional marca caso de rombo milionário em Cantagalo
Foto: Divulgação / Prefeitura de CantagaloO rombo de R$ 1,35 milhão em uma conta da Assistência Social vinculada à Prefeitura de Cantagalo segue cercado por silêncio institucional e questionamentos sobre a transparência da gestão municipal.
O caso, que já vinha sendo investigado há dias, só veio a público após repercussão e a manifestação de dois vereadores durante sessão da Câmara. Segundo os parlamentares, o montante desapareceu de uma conta vinculada à Assistência Social, movimentada junto ao Banco do Brasil.
Durante a sessão, o vereador Bernardo afirmou que o setor jurídico da Prefeitura teria classificado inicialmente o episódio como um “golpe cibernético”. No entanto, informações extraoficiais apontam que os valores teriam sido movimentados em transações distintas, o que levanta dúvidas sobre a versão apresentada.
Mesmo diante da gravidade, a Prefeitura de Cantagalo não respondeu ao pedido de posicionamento enviado pelo portal. A ausência de manifestação direta amplia a pressão por esclarecimentos, especialmente diante do possível impacto envolvendo recursos públicos destinados à área social.
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O que diz as autoridades
As autoridades confirmam que o caso está sob investigação. A Polícia Civil do Rio de Janeiro declarou que a “153ª DP investiga o caso e que diligências estão em andamento para apurar os fatos”. Já a Polícia Federal informou que “não divulga informações sobre investigações em andamento”.
O Banco do Brasil também foi procurado, mas não se manifestou até o momento. A Prefeitura de Cantagalo não encaminhou nota oficial ao Serra News nem apresentou esclarecimentos públicos sobre o episódio; se manteve em silêncio oficial.
Silêncio institucional marca o caso
Outro ponto que chama atenção é o cenário político em torno do caso. Na sessão em que o tema foi colocado à tona, apenas dois vereadores se manifestaram, em uma reunião marcada pela ausência de seis parlamentares, evidenciando o baixo engajamento diante caso de extrema relevância pública.
O fato de o caso ter permanecido sem divulgação por dias, vindo a público apenas após exposição pública e repercussão na imprensa, intensifica os questionamentos sobre transparência, responsabilidade institucional e ética na condução das informações por parte da administração municipal.
Em meio a um possível prejuízo milionário envolvendo recursos da Assistência Social e ao silêncio oficial sobre o caso, a Prefeitura de Cantagalo direciona atenções para o Carnaval 2026, adiado para abril após as fortes chuvas que atingiram a cidade.
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