Rombo milionário em conta da Assistência Social de Cantagalo é investigado
Sede da Assistência Social. Foto: Arquivo / AscomExclusivo – Um rombo financeiro de aproximadamente R$ 1,35 milhão em uma conta da Assistência Social vinculada à Prefeitura de Cantagalo está sendo investigado pela Polícia Federal e pela Polícia Civil há cerca de dez dias.
O caso veio a público recentemente e foi confirmado por vereadores durante sessão ordinária da Câmara Municipal realizada na noite de quinta-feira (9/4).
Segundo informações iniciais, o valor teria simplesmente desaparecido da conta vinculada à Assistência Social do município, que é movimentada junto ao Banco do Brasil.
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Durante a sessão, o vereador Bernardo afirmou ter se reunido com representantes do setor jurídico da Prefeitura de Cantagalo, que teriam classificado o caso como um “golpe cibernético”.
Entretanto, informações extraoficiais apontam que o montante teria sido movimentado em transações distintas, o que levanta questionamentos. No entanto, não há, até o momento, confirmação oficial sobre a dinâmica do caso, que segue sob sigilo.
O presidente da Casa, vereador Ocimar, criticou a gestão municipal pela falta de comunicação prévia à Câmara sobre o caso.
Ainda segundo a sua explanação, “o caso está sob sigilo”. Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre a origem do rombo em Cantagalo, nem sobre possíveis responsáveis.
Na sessão, com ausência de seis vereadores, os dois parlamentares foram os únicos a tocar no assunto, em meio ao reduzido interesse da maioria dos vereadores na discussão.
A redação do portal fez contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Cantagalo desde a última quarta-feira (8), mas não obteve retorno.
A Polícia Federal e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro também foram procuradas. Em nota, a Polícia Civil informou que “a 153ª DP investiga o caso e que diligências estão em andamento para apurar os fatos”. A Polícia Federal não retornou.
A suspeita de movimentações fragmentadas dos valores também levanta dúvidas sobre a hipótese inicial de “ataque hacker”, mencionada de forma preliminar, mas ainda sem confirmação.
O fato de o caso ter vindo à tona dias após o início das investigações também levantou questionamentos sobre transparência, responsabilidade institucional, ética e o respeito em relação à população de Cantagalo.
Vereadores apontam estranheza na falta de comunicação da Prefeitura de Cantagalo, inclusive a parlamentares da base aliada, o que, segundo eles, teria mantido o episódio oculto até vir a público no momento.
Matéria sujeita a atualização.





