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Ministério Público desarticula grande esquema de corrupção em Sumidouro

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Sumidouro, em parceria com a Polícia Civil, deflagrou na manhã de sexta-feira (15/03) a segunda fase da Operação Exaustor. A ação resultou na prisão de um ex-secretário municipal e no cumprimento de mandados de busca e apreensão contra outros investigados.

De acordo com o MPRJ, as investigações apontam que os suspeitos integravam um esquema de corrupção que funcionava dentro da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Sumidouro. O grupo teria atuado entre janeiro de 2021 e agosto de 2022, período marcado pelo enfrentamento à pandemia de Covid-19. Nesse intervalo, recursos públicos destinados a políticas sociais básicas foram desviados de forma sistemática.

Os valores deveriam ser aplicados em ações voltadas para a população em situação de vulnerabilidade, incluindo a aquisição de cestas básicas, mantas, cobertores, máscaras, álcool em gel e produtos de limpeza e higiene. Parte dos materiais previstos nos contratos licitados não era entregue, e os valores correspondentes eram divididos entre os integrantes do esquema.

Esquema de corrupção

Segundo a investigação, o esquema funcionava por meio da manipulação de processos licitatórios. Os editais eram lançados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, e informações privilegiadas sobre as propostas eram repassadas aos empresários envolvidos, que combinavam previamente quem venceria as licitações. Após a contratação, servidores públicos atestavam falsamente o recebimento integral dos produtos, apesar de apenas parte deles ser entregue.

A operação contou com o apoio das delegacias de Sumidouro e Carmo. Os investigados foram denunciados pelos crimes de associação criminosa, corrupção, peculato e fraude em licitação. A ação penal tramita na Vara Única de Sumidouro, e as investigações continuam para apurar a participação de outros possíveis envolvidos.

De acordo com o MPRJ, o esquema teria causado graves prejuízos ao município, especialmente em um período em que a população enfrentava as consequências sociais e econômicas da pandemia. O caso reforça a importância da fiscalização na aplicação de recursos destinados a políticas públicas essenciais.

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