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Reajuste de combustíveis impacta transporte público e mercadorias

Está mais caro novamente transportar cargas e operar transportes coletivos. O aumento abrupto, em especial no preço do diesel, criou um problema drástico: o desequilíbrio econômico-financeiro da concessão dos serviços de ônibus urbanos. Além disso, comerciantes e clientes dos mercados já sentiram no bolso o aumento no preço dos produtos, que não para de subir.

A Petrobras anunciou, no dia 10 de março, reajustes nos preços da gasolina, diesel e GLP, o gás de cozinha. O aumento vale para as distribuidoras. O preço médio da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras passou de R$ 3,25 para R$ 3,86, um reajuste de quase 19%.

Já o litro do diesel passou de R$ 3,61 para R$ 4,51, aumento de aproximadamente 25%. O gás de cozinha (GLP) subiu de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg. A Petrobras segue o preço do mercado internacional do barril de petróleo, que disparou nas últimas semanas devido à guerra na Ucrânia.

Além da alta no valor dos alimentos sentida no bolso nos supermercados, o novo reajuste impacta ainda mais a situação precária do financiamento do transporte público no Brasil. Isto porque, o diesel representa cerca de 30% na planilha operacional do transporte coletivo.

Os sistemas de ônibus têm uma função social que beneficiam a todos, não somente os passageiros, mas na maior parte do país, somente o usuário pagante é quem banca este benefício para todos na sociedade. São poucos os sistemas brasileiros que subsidiam o transporte coletivo, o que gera um quadro de injustiça: os serviços beneficiam a todos, mas só alguns que pagam.

Em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, a empresa Nova Faol agendou reunião com representantes da Prefeitura para expor a situação e buscar uma solução conjunta para a manutenção do atual contrato emergencial. O custo operacional do transporte já havia subido em dezembro/2021, com o reajuste salarial concedido à categoria rodoviária.

A empresa Nova Faol vem destacando reiteradas vezes a necessidade de buscar uma saída sem o reajuste da tarifa para não penalizar o usuário. Contudo, destaca que o reequilíbrio econômico-financeiro deva ser abordado na esfera do subsídio mensal de forma a recompor as perdas econômicas provocadas pelo aumento dos custos operacionais (combustíveis, salários, insumos etc).

Desde o final do ano passado, um emergencial entre as partes firmado na Justiça prevê um subsídio mensal de R$ 400 mil pago pela Prefeitura de Nova Friburgo à Nova Faol, após o fracassado contrato do atual governo municipal com a Itapemirim Group.

Petrobras reajusta preços da gasolina, diesel e gás de cozinha

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