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Jovem com visão monocular de Carmo dá exemplo de superação no jiu-jitsu

O jovem atleta Kayke Sebastião, de apenas 12 anos, representando o município de Carmo, na Região Serrana do Rio, conquistou o título de campeão no Campeonato Sul-Americano de Jiu-Jitsu, realizado na cidade do Rio de Janeiro. A competição foi promovida pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Desportivo e reuniu atletas de diversas regiões do continente.

Kayke, que é portador de visão monocular, competiu na categoria faixa branca de 13 anos e se destacou pelo alto nível técnico apresentado durante as lutas. Mesmo enfrentando adversários em igualdade de condições, o jovem demonstrou disciplina, preparo e grande espírito esportivo ao longo da competição.

O jiu-jitsu é uma modalidade que exige percepção espacial, tempo de reação e controle corporal. Ainda assim, o atleta mostrou notável capacidade de adaptação e inteligência tática durante as disputas, superando desafios e garantindo o lugar mais alto do pódio.

A conquista do título sul-americano representa não apenas uma vitória esportiva, mas também um exemplo de superação e inclusão no esporte. O desempenho do jovem atleta reforça que limitações físicas não são barreiras para alcançar grandes resultados quando há dedicação, treinamento e apoio.

Kayke é portador de visão monocular, condição adquirida após perder a visão do olho direito em um acidente doméstico. Além disso, o adolescente também realiza tratamento para transtorno opositor desafiador (TOD), TDAH e dislexia. Segundo familiares, o jiu-jitsu tem sido fundamental para o desenvolvimento do jovem, contribuindo para disciplina, foco e superação no dia a dia.

“A introdução no esporte aconteceu em outubro do ano passado por incentivo do padrinho, que começou a levá-lo para os treinos. Foi uma das melhores coisas que aconteceram em sua vida” – relata a mãe Larissa.

O resultado também destaca a importância do esporte na formação de jovens, promovendo valores como perseverança, respeito e disciplina. A trajetória de Kayke – que ainda está só no começo – passa a servir de inspiração para outros atletas e evidencia o potencial transformador das artes marciais na vida de crianças e adolescentes.

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