Rendeira (Manacus manacus)

 

Fotógrafo Gabriel Monnerat - Rendeira (Manacus manacus)

Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Parvordem: Tyrannida
Família: Pipridae  (Rafinesque, 1815)
Subfamília: Piprinae (Rafinesque, 1815)
Espécie: Manacus manacus (Linnaeus, 1766)
Nome em Inglês: White-bearded Manakin
Estado de Conservação: Pouco Preocupante

A espécie de hoje, é uma ave bastante curiosa e pouco conhecida, mas que pode estar mais próximo de nós do que imaginamos. A Rendeira (Manacus manacuspossui) possui um dimorfismo sexual bem visível e característico, sendo o macho preto e branco com pernas alaranjadas e a fêmea verde com penas amarelas e pernas também alaranjadas.

Tem sua alimentação baseada em frutos e sementes. Ocorre no estrato inferior e nas bordas de florestas, capoeiras, campinas arbustivas e restingas,. Está presente na maior parte da Amazônia brasileira e, a leste, segue de Pernambuco até Santa Catarina, podendo ser encontrada também em outros países amazônicos, algumas ilhas do Caribe e no Paraguai e Argentina.

Esta ave é bastante curiosa por se enquadrar no grupo de aves dançarinas, onde o macho exibe-se para a fêmea estufando as penas da garganta, fazendo parecer uma barba, na a dança pré-nupcial. Além disto, realizam voos curtos para trás e pra frente enquanto sonorizam estalos, com o bater de assas nas costas. Esse ruído é  semelhantes ao das rocas na confecção de rendas e daí vem o seu nome popular.  Após o acasalamento o macho geralmente afasta-se da fêmea, que nidifica solitária.

Esta foto de capa foi realizada no município de Cantagalo-RJ, em uma rua arborizada, próxima de matas onde podem ser observadas, e caracteriza um individuo adulto macho. Já a foto do Instagram, foi realizada em Cordeiro-RJ , e caracteriza uma fêmea adulta.

A Rendeira (Manacus manacus) costuma ser procurada por conta do seu comportamento, muitas vezes aparecendo em documentários televisivos. Algumas vezes o que se encontra são indivíduos de sua subespécie, que mudam somente a coloração de suas penas. Para avistá-la recomendasse que se preste atenção no seu característico canto, que não é nada melódico, mas de fácil identificação.

Movimente-se sem ser brusco, e procure locais com sementinhas e frutinhos que os atraem. Costumam ser visto em locais onde também ocorrem saíras, sanhaços e saís, porém, é mais arredio que estes, mas com paciência e movimentos leves, consegue-se boas fotos. Costuma vir quando colocado playback, mas recomenda-se o uso moderado deste. Agora sabemos que temos verdadeiros artistas em nossa região.