Lente Natural: Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)

Lente natural: Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)

Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem:Passeriformes
Subordem: Tyranni
Parvordem: Tyrannida
Superfamília: Tyrannoidea (Vigors, 1825)
Família: Tyrannidae (Vigors, 1825)
Subfamília: Tyranninae ( Vigors, 1825)
Espécie: P. sulphuratus
Nome Científico: Pitangus sulphuratus (Linnaeus, 1766)
Nome em Inglês: Great Kiskadee
Estado de Conservação: Pouco Preocupante

Na coluna Lente Natural de hoje teremos um dos mais barulhentos, brigões e territorialistas dos pássaros, que é o bem-te-vi. Ele está sempre atento no galhos altos das árvores e possui fama de mal encarado, muito por conta de seu comportamento e fisionomia, com cara e bicos grandes.

Esta ave possui em torno de 20 a 25cm, pesando em média 68g. Tem as costas parda e dorso amarelado, que reflete a luz do sol e sendo bem visível, o que torna sua principal característica física. Possui um penacho amarelo (que pouco levanta), e um risco branco acima dos olhos, como uma sobrancelha e seu bico é grande e bem forte, com uma espécie de ganchinho na ponta que o ajuda a capturar insetos. Algumas espécies da mesma família, como o mei-mei, possuem bico ainda maior e mais largo, chegando a ser desproporcional ao restante do corpo.

Seu alerta, e não canto porque não é lá melódico, é extremamente alto, sendo perceptível à distancia, e muito fácil de identificar, pois além de grunhidos (estes muito alto para expulsar predadores do seu território), pronuncia o que nos parece “bem te viii beeem te viii”. Daí o seu nome.
Apesar de ser altamente territorialista, pode ser visto próximo a aves menores, como sabiás e sanhaços, aves que não geram ameaça. Mas quando próximo do suiriri, acaba por arrumar briga, pois são aves que demarcam bem o território.

Sua alimentação é muito diversa, sendo insetívoro e frutífero (mamão, banana, laranja, pitangas, entre outras), mas também se alimentando ovos e até mesmo de filhotes de outros pássaros, flores de jardins, minhocas, pequenas cobras, lagartos, crustáceos, além de peixes e girinos de rios e lagos de pouca profundidade e até mesmo pequenos roedores. Pode também ser visto comendo parasitas (carrapatos) de bovinos e equinos. Às vezes costuma atacar insetos durante o voo, como libélulas e cupins. Há quem diga, sobre seu hábito alimentar tão diversificado, que eles podem comer até pimenta no pé.

Seus ninhos são grandes e esféricos, feitos de capim e ramas vegetais em galhos de árvores. Pode utilizar, materiais de origem humana, principalmente em áreas urbanas, como papel, plástico e fios. Coloca cerca de 2 a 4 ovos, na cor creme. Já foi observada nidificando em cavidades, como oco de árvores.

Esta foto de capa foi realizada no município de Cordeiro-RJ, onde sua presença é marcante. Aqui é comum acordar ao seu som, e despedir-se do dia ao famoso chamado do bem te vi.

Esta não é uma ave ameaçada de extinção, estando altamente adaptada a área urbana, bordas de florestas, áreas abertas, matas densas, beira de lagos, e praias.

Algumas curiosidades em relação ao bem-te-vi é que, de tão agressivo, ataca gaviões, urubus, que são muito maiores que ele, apenas para defender seu território. Outro hábito deste individuo é que ao capturar insetos de carapaça dura, o segura com o bico e o bate em alguma superfície para quebrá-lo, antes de ingeri-lo.

Está é uma espécie fácil de ser observada e fotografada. Mas ela pode espantar outras aves. Quem pretende vê-la, procure plantas com sementinhas, áreas com ninhos de insetos e locais com poços de água, onde costumam tomar banho.

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