Lente Natural: Coleirinho (Sporophila caerulescens)

Lente Natural: Coleirinho (Sporophila caerulescens)

 

Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo:  Chordata
Classe:  Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae  Cabanis, 1847
Subfamília: Sporophilinae,  Ridgway, 1901
Espécie:  S. caerulescens
Nome Científico: Sporophila caerulescens (Vieillot, 1823)
Nome em Inglês: Double-collared Seedeater
Estado de Conservação: Pouco Preocupante

Hoje temos na coluna o principal pássaro canoro da região serrana do Estado do Rio de Janeiro, por sua popularidade e ocorrência. Estamos falando do Coleirinho (Sporophila caerulescens). Este pássaro tem como irmão os também cantores canários, bigodinho (por quem muitas vezes é confundido), curió (este bastante raro) e o tizil. Por isso, volta e meia, se mistura a bandos de canários e tizius. 
 
Medindo cerca de 12cm, o macho possui a inconfundível coleira branca e preta, ao lado dessa, na garganta negra, e próxima ao bico, as penas são cinza-esverdeadas ou amareladas, possuindo, ainda, um bigode branco. Já o peito branco e o dorso mais amarronzado.  Já a fêmea é parda e mais escura nas costas, também possuindo esboço do desenho do macho, na garganta. Essas não são canoras e os filhotes saem do ninho com a coloração da fêmea.
 
Esse pássaro não corre risco de extinção, mas sofre muita ameaça de captura por pessoas que apreciam pássaros canoros. Hoje em dia existem criadouros legalizados e ocorrem algumas solturas dessa ave em ambientes naturais. A sua captura é crime, assim como sua compra a partir de lugares não legalizados. E, nesse caso, o pássaro tem que estar sempre anilhado e registrado. Mas o bonito e necessário é vê-lo em liberdade e apreciar o seu canto livre. 
Sua alimentação é basicamente sementes de capim, em que seu bico forte solta e quebra-as. Adaptou-se muito bem ao arroz e a diversas gramíneas trazidas da África, como a braquiária. 
Em seu período reprodutivo, de outubro a janeiro, o casal se afasta de grupos e estabelece seu território. O ninho é construído pelo macho, feito à base de gramíneas, raízes e outras fibras vegetais e são construídos em forma de tigela rasa sobre arbustos a poucos metros do solo. A fêmea põe geralmente 2 ovos, com incubação de até duas semanas. O macho canta para afastar outros machos e ameaças. Com 13 dias o filhote deixa o ninho e com 35 já está apto a comer sozinho. Esses pássaros vivem cerca de 10 a 12 anos. 
 
Esta foto de capa foi realizada no Município de Cordeiro – RJ, na APA Mata do Posto, onde possui abundância de alimento. O curioso desta foto, é que este individuo estava anilhado, e pelos registros, não parece ser soltura e sim um escape de alguma gaiola. Ou, quem sabem, alguém o libertou esporadicamente. Sorte deste individuo. 
 
Para achá-lo é muito fácil: estão sempre em áreas abertas ou com pequenos arbustos, próximos a regiões onde se encontram gramíneas. Para fotografá-los, basta ter paciência. Quando estão se alimentando, é que se torna mais fácil sua observação. 

Pare e escute. Pode ser que ele esteja cantando por aí e seu canto é de fácil identificação, e bem harmônico. É uma música da natureza. 
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