Brasil eleva imposto de importação de mais de 1.200 produtos, incluindo celulares
Foto: Divulgação / Intra LogO Governo Federal decidiu elevar o imposto de importação de mais de 1.200 produtos, com foco em máquinas, equipamentos industriais e itens de tecnologia. A medida foi formalizada pela Resolução Gecex nº 852, de 4 de fevereiro deste ano, que altera as alíquotas de 1.252 códigos e passa a valer entre fevereiro e março.
Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca conter o avanço das importações e fortalecer a indústria nacional. Dados da pasta apontam que as compras externas de bens de capital e de informática cresceram 33,4% desde 2022 e que, em dezembro do ano passado, esses produtos já representavam mais de 45% do consumo interno.
Para a equipe econômica, esse cenário pode comprometer a cadeia produtiva e ampliar a dependência externa em setores estratégicos. O governo classifica a medida como “moderada e focalizada”, defendendo que a recomposição das tarifas é necessária para reequilibrar a concorrência e reduzir vulnerabilidades da economia.
Em 2025, as importações de bens de capital e tecnologia somaram cerca de US$ 75 bilhões. A lista de itens atingidos inclui máquinas industriais, equipamentos de construção e agrícolas, computadores, servidores, smartphones, roteadores, componentes eletrônicos, além de equipamentos médicos e instrumentos de medição.
Antes da mudança, parte desses produtos contava com alíquotas zeradas ou reduzidas, em alguns casos inferiores a 7%. Com a nova regra, as tarifas passam a se concentrar em faixas próximas de 7%, 12,6% e 20%. O impacto deve ser mais significativo em setores como mineração, petróleo e gás, energia, infraestrutura e agronegócio, embora o governo avalie que o efeito inflacionário tende a ser limitado por se tratar de bens de produção.
A medida integra a estratégia de política industrial ligada ao programa Nova Indústria Brasil. Apesar da elevação das tarifas, permanecem exceções para produtos sem fabricação nacional, por meio de mecanismos como ex-tarifário e regimes especiais, incluindo Repetro, Recof e drawback, utilizados por setores intensivos em investimento.
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