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Após subir 40% no ano, preço do arroz dá sinais de queda

Os preços do arroz seguem elevados no Brasil. Em janeiro, o valor médio pago aos produtores está 40% maior que o registrado no mesmo mês de 2023. Em janeiro do ano passado, as indústrias pagaram, em média, R$ 91,45 pela saca do cereal. Agora, são R$ 128,83.

No Rio de Janeiro, o preço médio do pacote de 5 kg de arroz chega a média de R$ 32. Segundo analistas, esse aumento no valor é causado, entre outros fatores, pela pressão do mercado externo e problemas climáticos no Rio Grande do Sul, que é o principal produtor do país.

Os últimos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que os gaúchos colherão 7,66 milhões de toneladas. Para o Brasil, a estimativa é de uma oferta da ordem de 10,7 milhões de toneladas.

Mesmo com a recente queda de preços no mercado interno, os valores praticados continuam bastante atraentes para os produtores, e o cenário colaborou para a queda das exportações. Em dezembro, os embarques brasileiros de arroz caíram 81%, para praticamente 53 mil toneladas. No acumulado do ano, a queda chega a 16,4%.

Ao consumidor, os preços do arroz seguem em curva de alta desde agosto do ano passado. Ainda que não tenha sido o principal item da alta dos alimentos em geral, o cereal tem aumentado sua contribuição para a inflação nos últimos meses.

O último dado do IBGE para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referente a dezembro de 2023, indica uma alta de quase 6% nos preços do arroz. Esse foi o patamar mais elevado do ano passado.

Segundo o IPCA, o arroz vai na contramão de outros produtos na alimentação média por domicílio que registrou uma queda de 0,52%, a primeira deflação desde 2017, segundo o IBGE. Em dezembro de 2023, o IPCA registrou um aumento de 5,81% no preço final do arroz, a maior alta do cereal em um mês no IPCA desde novembro de 2020 (6,28%).

A tendência é que um recuo no preço desse cereal e de outros tradicionais no prato dos brasileiros como farinha e feijão, só acontecerá após o fim da safra 2023/24, onde os reflexos desse cenário chegarão, de fato, ao bolso do consumidor a partir de abril desse ano.

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