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O ritmo hipnótico das redes sociais: o impacto na saúde mental e nas relações sociais

O suicídio é uma realidade lamentável que impacta profundamente a sociedade. Segundo uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, mais de 700 mil suicídios são notificados no mundo – sem contar os que não são notificados. No Brasil, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2022, mais de 16 mil pessoas cometeram suicídio.

Sabe-se que a maioria dos casos de suicídio está relacionada com a saúde mental e a ausência de autoconhecimento, o que deveria ser disciplina obrigatória na educação. Questões de baixa autoestima, ausência de amor próprio, a busca desenfreada pelo reconhecimento e por se encaixar em padrões específicos que o mundo contemporâneo nos convida diariamente com as redes sociais são fatos que estão adoecendo o mundo e levando pessoas ao suicídio.

Vamos além? Você já parou para refletir que estamos vivendo na era do exagero? Desde o excesso de embalagens e artificialidades (na alimentação e na estética) ao excesso de estímulos nas redes sociais? O que na cultura atual, para ter destaque tem que estar dentro. Assim, a cada dia, mais e mais pessoas estão caindo nessa armadilha para obter validação externa. Será esse o novo normal? Para onde estamos caminhando?

Que tal ir contra a corrente? Colocar-se em primeiro lugar não é egoísmo é autocuidado. E é assim que começamos a fortalecer a nossa autoimagem e amor próprio, agindo de forma sustentável conosco: estar mais em contato com a natureza para obter equilíbrio; sonhar sim, mas viver dentro da própria realidade, desapegar-se dos resultados das ações e se libertar da ilusão de que a sua felicidade depende de validação externa.

Já ouviu falar em J.O.M.O.? A sigla que em português significa “a alegria de ficar de fora”, um movimento que tem feito muitas pessoas refletirem sobre o ritmo hipnótico que as redes sociais nos colocam com excessos de informações o tempo todo, chegando a nos confundir ao pensarmos que estamos perdendo algo quando não estamos conectados e não vivendo coisas para compartilhar.

O J.O.M.O. nos convida a olhar fora dessa curva: como seria se reconhecêssemos que a nossa felicidade não depende disso? Como seria se aproveitássemos mais a vida no off, vivendo plenamente o momento presente e filtrando bombardeio de informações e notificações?

Não é saudável essa busca demasiada por aprovação social e o medo de não ter reconhecimento se não estiver sempre presente competindo por atenção. Sinta leveza em se desconectar e estar plenamente com você. Ao exercitarmos este equilíbrio é possível reconhecer que a vida real é mais preciosa que isso.

Provavelmente você já ouviu falar na frase: a vida requer equilíbrio. Para quem deseja cuidar do outro, primeiramente é necessário cuidar de si mesmo. Sinta-se feliz por se habitar e a fórmula mais poderosa para o sucesso é ser você mesmo e da maneira mais transparente que puder.

Se precisar de ajuda, peça! Um mundo mais consciente é possível.

Beijos de luz e sorrisos, Aretuza Lattanzi.

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