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Alta do diesel: como isso impacta na vida do cidadão?

A Petrobras anunciou na segunda-feira (9/05) que reajustou o preço de venda do diesel para as distribuidoras. Agora, o combustível passa a custar R$ 4,91, e não mais R$ 4,51, por litro, representando uma variação de 8,8%. Segundo a estatal, o preço não era reajustado há 60 dias. Já os valores atuais cobrados pela gasolina e pelo GLP foram mantidos. A mudança passa a valer a partir de terça-feira (10).

Com o novo reajuste, o diesel já acumula no ano alta de 49% nas refinarias da Petrobras. Somente o diesel responde por cerca de 35% a 40% dos custos das empresas de transporte. Com o aumento médio de 8,87% a tendência é que as empresas reajustem o valor do frete, o que vai impactar em diversos setores e nos custos para a população.

As empresas do setor de transporte de passageiros também serão afetadas com o valor mais alto do diesel. Os aumentos constantes do diesel preocupam o setor. O combustível é o segundo item de custo que mais pesa no valor da tarifa dos ônibus urbanos, depois da mão de obra, com uma participação média de 30,2% no custo geral das operadoras do transporte público.

O economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), alerta para os impactos econômicos do reajuste. “O diesel já subiu 49% em 12 meses. Então qualquer reajuste que a gente tenha daqui para frente pesa mais na estrutura produtiva”, explicou. “A gente sabe que a prestação de serviços, o frete, em especial e o movimento das máquinas agrícolas, tudo isso tende a ficar mais caro, subir de preço e isso acaba espalhando as pressões inflacionárias”, disse.

Para Braz, o aumento de 8,8% na refinaria chega na bomba pela metade em torno de 4,5%. “Temos mais uma pressão inflacionária que, apesar de pequena frente ao último reajuste, só engrossa a necessidade de a gente ver correção de preços em serviços, principalmente no transporte público.” O economista observou, ainda, que o impacto do diesel no IPCA é pequeno. “O diesel pesa pouco na inflação ao consumidor, mas pesa muito no frete, então o efeito indireto do diesel na inflação é o mais perverso.”

Em nota, a Petrobras afirmou que, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel no diesel comercializado, “a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 a cada litro vendido na bomba”. Com isso, a variação seria de R$ 0,36 por litro. A companhia afirma que a alta “segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado”.

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