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Monumento histórico de São Fidélis, Pira Olímpica é destruída

A cidade de São Fidélis, no Norte Fluminense, vem perdendo o título de ‘poema’. A destruição da Pira Olímpica, um monumento histórico da cidade, gerou revolta nas redes sociais. As informações foram de que a Prefeitura Municipal teria demolido a pirâmide, portanto, o portal Serra News fez contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de São Fidélis para saber o motivo da destruição deste monumento, que informou averiguar essa informação e nos retornar com um parecer.

Inaugurada em 1972, no Governo do prefeito Humberto Maia, neste ano aconteceu os Jogos Olímpicos de Munique e se comemorava os 150 anos de Independência do Brasil, assim houve uma grande comemoração por parte do Governo onde a tocha olímpica percorreu todas as cidades do país. Quando chegou em São Fidélis, os alunos dos colégios se revezavam de dia na guarda da tocha.

“Eram 10 minutos, eu como aluno do Ginásio Fidelense em traje de gala fiz parte da guarda junto com o Saudoso Dozinho (Carlos Magno Sido)” – relembrou Sidney Siqueira. “Evolução ou destruição? Se observarem a fotografia da primeira quadra sendo construída no centro da cidade, a Pira Olímpica já tinha sido construída primeiro. Nesta época eles já queriam trazer uma mensagem que naquele local teria prática de esportes” – indignado, escreveu Weltter Manhaes.

Um monumento histórico nunca foi tombado como patrimônio histórico de São Fidélis. “Nas Olimpíadas de 2016 – que foi no Brasil – poderia ter sido utilizado também para receber a tocha olímpica que passou por aqui, mas estava a quadra naquela interminável obra impedindo tal feito” – disse Sidney Siqueira.

Os Jogos Olímpicos cumprem um papel primordial ao fomentar a união entre todas as nações do planeta. As Olimpíadas são carregadas de ritos tradicionais como o translado da tocha, o acendimento da pira olímpica, a entrega das medalhas, as cerimônias de abertura e de encerramento, entre outros.

“Agora vamos comemorar o Bicentenário (200 anos) da Independência do Brasil, onde o monumento poderia também ser utilizado. Agora só resta lamentar. Estamos a cada dia perdendo nosso patrimônio cultural e histórico, e já é hora das pessoas se unirem – independente de opções politicas ou ideológicas – na defesa de nosso patrimônio” – concluiu o fidelense.

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