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Governo amplia dose de reforço contra Covid para todos os adultos

ministro da SaúdeMarcelo Queiroga, determinou na terça-feira (16/11) a ampliação do público que receberá a dose de reforço da vacina da Covid-19. Agora, toda a população adulta está apta à injeção a partir de 5 meses depois da 2ª dose.

O intervalo para tomar a dose de reforço também foi reduzido de 6 meses para 5 em todas as faixas etárias. Segundo o ministério, estudos mostram queda da resposta imune a partir do 5º mês. Esse foi o motivo para a mudança no intervalo.

Queiroga também anunciou nesta 3ª feira que a Janssen terá uma 2ª dose a partir de 2 meses da 1ª. Antes a vacina era administrada em dose única. A pessoa vacinada com Janssen poderá tomar o reforço 5 meses depois da 2ª dose deste imunizante.

Nós vamos ter uma cobertura vacinal maior e evitar o que estamos tendo na Europa”, disse Queiroga sobre as novas medidas. A declaração foi uma referência à nova onda de casos vivida naquele continente.

DOSE DE REFORÇO: COMO FUNCIONA

A população maior de idade tomará o reforço ao menos 5 meses depois da 2ª dose de qualquer imunizante (AstraZeneca, Pfizer, CoronaVac e Janssen). Dessa forma, se o adulto tomou a 2ª dose em outubro, por exemplo, a dose de reforço será aplicada em março.

O reforço será preferencialmente com um imunizante diferente daquele tomano no 1º ciclo vacinal. O ideal é que seja usada a vacina da Pfizer. Na falta, serão utilizadas AstraZeneca ou Janssen. Caso a pessoa tenha recebido as doses da Pfizer na 1ª e 2ª dose, o imunizante será o mesmo no reforço, disse Queiroga.

O Ministério da Saúde afirma que há 158 milhões de maiores de idade que tomarão o reforço. A pasta disse que neste momento existem 100 milhões deles que já estão aptos.

Abaixo a previsão do ministério de quantas pessoas estarão aptas a tomar a dose de reforço a cada mês. O número considera a quantidade de pessoas que completarão 5 meses da 2ª dose naquele mês.

O ministério anunciou no final de agosto que a dose de reforço seria aplicada a partir de 15 de setembro. Na época, idosos com mais de 70 anos, pessoas imunossuprimidas, com câncer ou que tinham realizado transplante recentemente seriam contemplados. Depois, pessoas a partir de 60 anos e profissionais de saúde foram incluídos. Agora, o grupo considera qualquer pessoa a partir de 18 anos.

Quase todos deverão tomar o reforço a partir de 5 meses da 2ª dose. A única exceção são os imunossuprimidos: a dose é destinada aos que receberam a 2ª dose há mais de 28 dias.

DOSES PARA 2022

O Ministério da Saúde estima serem necessárias 340 milhões de doses em 2022. A pasta disse contar com 354 milhões de doses no próximo ano. Dessas, 134 milhões são doses compradas em 2021 e remanejadas para 2022.

Serão adquiridas 120 milhões de doses da AstraZeneca (podendo ser estendidas para 180 milhões) e 100 milhões da Pfizer (com possibilidade de ampliação para 150 milhões). O contrato com a farmacêutica norte-americana, no entanto, ainda não foi fechado. Também não foi divulgado o calendário de entrega das doses.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, afirmou nesta 3ª que o calendário de entrega de doses para 2022 será divulgado só depois que o contrato com as fabricantes forem fechados. Ele afirmou que as negociações estão em fase final.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou que todas as doses necessárias para 2022 já “estão garantidas”. “Em relação a 2022 nos estamos muito seguros”, disse Queiroga. Segundo o ministro, a preocupação é com o armazenamento das doses que serão recebidas.

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