Abaixo-assinado pede a concretização do Hospital do Câncer de Nova Friburgo

Abaixo-assinado pede a concretização do Hospital do Câncer de Nova Friburgo

Um anseio de toda população da Região Serrana do Rio de Janeiro: o Hospital do Câncer de Nova Friburgo funcionando e atendendo pacientes. Um abaixo-assinado na internet já possui mais de 174 mil assinaturas virtuais em prol da continuidade a construção da unidade. A campanha nas redes sociais pergunta o seguinte: “Cadê a verba que estava aqui?”. (Veja AQUI o abaixo-assinado!)

O abaixo-assinado é engajado pelo presidente da Associação de Moradores e Amigos da Ponte da Saudade (AMAPS), José Roberto Pacheco Folly. “Tenho na família, e também muitos amigos e moradores aqui do bairro, da cidade, e cidades no entorno, que tiveram câncer, e por não terem este tratamento na cidade, tem que ir para a capital ou até outros municípios, sendo uma peregrinação e muito cansaço para todos, família e paciente, que voltam com reações diversas aos medicamentos, além de todo o cansaço. Isso me motivou fazer este abaixo-assinado”, disse ele.

As obras do Hospital de Oncologia de Nova Friburgo começaram em 2015 e foram paralisadas no ano seguinte por falta de recursos. Incluindo aditivos, a construção foi reavaliada em cerca de R$ 59 milhões. Em julho deste ano, o Serra News publicou que o valor do hospital de campanha (que não foi devidamente instalado na cidade) daria para concretizar a construção do Hospital do Câncer.

Em setembro deste ano, uma ação do Ministério Público Federal (MPF) pediu a conclusão do empreendimento, que já havia sido objeto de acordo entre as partes em 2012. Porém, em 2016 – um ano após o início das obras – os valores contratuais foram atualizados e o Governo do Estado do Rio não pode cumprir seu papel, o que fez com que a construção fosse interrompida.

Em fevereiro, a Justiça Federal já havia determinado a suspensão do processo por 60 dias, para que a União e o Governo do Estado desenvolvessem e apresentassem o projeto básico do Hospital de Oncologia de Nova Friburgo. As obras do hospital nas instalações do antigo Centro Adventista de Vida Saudável (Cavs), no bairro Ponte da Saudade, começaram em 2015 e foram interrompidas em 2016 por falta de recursos com apenas 12% do projeto original executado.

Promessa

A nova unidade de saúde pretendia ser referência no tratamento de câncer na Região Serrana do Rio de Janeiro, com atendimento para cerca de 500 mil pessoas em serviços de clínica, diagnóstico, cirurgia, radioterapia, medidas de suporte, reabilitação e cuidados paliativos, ao longo do ano. Estava previsto a instalação de 200 leitos, sendo 30 destinados à infância, cerca de 300 consultas por dia e até 4 mil procedimentos cirúrgicos por ano.

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Na licitação realizada em novembro de 2014, foi estabelecido um investimento total de R$ 93,6 milhões, sendo R$ 10 milhões destinados à desapropriação do imóvel então pertencente ao Centro de Qualidade de Vida do Hospital Silvestre (conhecido como Centro Adventista de Vida Saudável, Cavs), R$ 48,6 milhões para as obras, e R$ 35 milhões para equipamentos. A empresa vencedora foi a FW Empreendimentos Imobiliários e Construções Ltda, que vinha realizando as obras desde então.

“Desde a tragédia de 2011, eu ansiava por ajudar a reerguer a Região Serrana, especialmente Nova Friburgo. Entre outras dificuldades, observei o sofrimento das pessoas que moravam aqui e tinham que fazer tratamento de câncer no Rio. Levei esse anseio à presidente Dilma [Rousseff] e acertamos a parceria dos governos federal e estadual. Este será um hospital moderno e bem equipado e em cerca de um ano e meio já deve estar sendo concluído”, disse o então governador Pezão, na época.

Anseio da população

As obras do Hospital do Câncer de Nova Friburgo é um sonho para toda a população. Atualmente, os pacientes oncológicos que precisam de cuidados são transportados para o Rio de Janeiro num trajeto que dura cerca de 02:30h e dura o dia inteiro até o atendimento do último passageiro. Além de um custo estimado de R$ 720 mil aos cofres públicos pelo translado por ano, a experiência dramática de horas de espera e deslocamento por que passam os pacientes oncológicos serranos é diametralmente oposta à instrução do Instituto Nacional do Câncer (Inca) que, entre dezenas de cuidados paliativos, recomenda “evitar lugares fechados, sem ventilação e com aglomeração de pessoas” e “procurar ter um bom sono e repouso”.

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