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Frio pode aumentar em até 30% os casos de infarto

O inverno é conhecido como a estação onde há aumento nos casos de doenças respiratórias, mas esse não é o único ponto de atenção com a saúde durante a época do frio. As doenças cardiovasculares são a maior causa de internação e de morte no mundo quando se trata de doenças clínicas não traumáticas.

De acordo com o Instituto Nacional de Cardiologia, as ocorrências de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) podem aumentar em até 30%, especialmente em temperaturas abaixo de 14°C. Pacientes com idades entre 70 e 84 anos e aqueles que já apresentam doenças relacionadas ao coração são os mais vulneráveis.

O Infarto Agudo do Miocárdio acontece quando há uma obstrução aguda de uma artéria coronária. Um dos principais motivos é a vasoconstrição, que reduz o fluxo sanguíneo provocando um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio no organismo. Dias com temperaturas baixas podem aumentar as chances dos vasos do coração sofrerem espasmos.

O Instituto Nacional de Cardiologia complementa que no frio o organismo trabalha mais com a finalidade de manter a produção de calor. “Então, com isso, a gente gasta mais energia. E existe um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio que o nosso coração precisa. Com isso, a gente tem uma maior facilidade do que a gente chama de espasmo das artérias coronárias, que é um estreitamento dessas artérias.”

Sobre as formas de prevenção, é importante realizar avaliações periódicas com o clínico geral e o cardiologista, principalmente, nos indivíduos com comorbidades, como doenças cardíacas, diabetes e hipertensão. “Utilizar roupas adequadas nos períodos de queda de temperatura, optar por fazer atividade física em horários com temperaturas mais quentes, além de alimentação adequada, evitando excesso de bebida alcoólica, alimentos extremamente salgados e ricos em gorduras”, finaliza.

Os principais fatores de risco para um Infarto Agudo do Miocárdio são tabagismo, sedentarismo, alimentação ruim, colesterol alto e estresse em excesso. Além do infarto, essas condutas podem provocar hipertensão, AVC, obesidade, depressão e diabetes. Diabéticos e hipertensos têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.

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