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História e tradição do Carnaval de Santa Maria Madalena

De há muito o Carnaval é o principal evento festivo realizado no município de Santa Maria Madalena. Sua história remonta aos tempos em que blocos como os Democratas e os Amarelos, na virada do século XIX, e, um pouco depois, o Vira Mundo, até quase meado do século XX, faziam a festa dos foliões nas ruas da cidade.

Era uma época em que os principais carnavalescos madalenenses eram o Democracino e o João Portugal, que cuidavam, respectivamente, do bloco dos “brancos” e do bloco dos “pretos”, como eram conhecidos e tratados então.

Mais tarde, tivemos os blocos do Nazareno e o Vermelho e Branco, que também imperaram no Carnaval em Santa Maria Madalena. Durante um bocado de anos o bloco do Nazareno, principalmente no período de pré-Carnaval, e o bloco Vermelho e Branco, sob a liderança do médico Ivo Kelis, foram os principais responsáveis pelo Carnaval de rua na cidade. Nazareno com o seu trombone, sempre acompanhado de bois pintadinhos, da baiana e de mulinhas, fazia a festa dos foliões, enquanto que o Dr. Ivo fazia o bloco Vermelho e Branco brilhar na rua Barão de Madalena com primorosos ritmistas, quase todos trazidos da cidade de Niterói.

Nessa ocasião, o Carnaval de rua não era igual ao que temos atualmente. Assim que terminavam os movimentos dos blocos, o povão que não frequentava os bailes realizados no Clube Montanhês, animados por músicos oriundos da Sociedade Musical Euterpe Madalenense e que formavam a inesquecível banda Venenos da Serra, cujos bailes eram o ponto alto nos 4 dias de folia de Momo, só tinha duas alternativas: tomar o rumo de casa ou ficar aglomerado nas proximidades do clube ouvindo as marchinhas de Carnaval que embalavam os memoráveis bailes do Montanhês.

O bloco do Caixão é a marca da irreverência
O Bloco do Caixão é a marca da irreverência

Da década de 1980 para cá, tudo mudou. Os bailes do Montanhês perderam força e os blocos de embalo passaram a fazer a festa de Momo nas ruas da cidade, dividindo espaço com as escolas de samba. Santa Maria Madalena conta, desde o ano de 1981, com duas escolas, a Azul e Branca, cujo nome oficial é ESMII – Escola de Samba Mocidade Independente do Itaporanga, e a Vermelho e Branca, batizada com o nome de Gresuma – Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Madalena.

A história do Carnaval madalenense é marcada pela participação de blocos como o do Caixão, este surgido na década dos anos 70, o Feijó Feijoada, do Carvão, da Lama, do Boi do Dezessete, dos Lavajados (do Arranchadouro), da Vila Fifia, da ASPERJ, do Beija-Flor (do Jardim Nova Madalena), do Verde e Rosa (do Largo do Machado), do Formigão (da Cidade Alta), das Piranhas, Do Clima Legal (do Itaporanga), do Toko Verde (do inesquecível carnavalesco Neslinho Miranda, autor de marchinhas de Carnaval que são grandes sucessos eternizados na memória dos foliões), alguns desses surgidos ainda na década dos anos 80, sendo que daí pra cá, além dos citados, muitos outros marcaram e vêm marcando época no Carnaval de Santa Maria Madalena.

O Feijó Feijoada é tradição no Carnaval Madalenense
O Feijó Feijoada é tradição no Carnaval Madalenense

Também merecem destaque os blocos de embalo Chapéu com Botina, Gaiola das Loucas, do Urubu, da Vaca Veia, do T.A.V., das Emergentes, da Privada, Do Venenos da Serra, do Vai Vomita e Volta, da Mistura Fina, do CEMAD, dos Barrigudos, do Fluminense, do Saudosos de Madalena, do Exército de Deus, entre outros, sendo que cada um ao seu modo leva a sua animação, alegria e irreverência para a avenida do samba, fazendo com que o Carnaval de Santa Maria Madalena seja considerado o melhor Carnaval da região serrana e um dos melhores de todo o interior do Estado do Rio de Janeiro.

Nestor Lopes – Serra News

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