Nova Friburgo convive com enchentes desde a sua fundação

Nova Friburgo convive com enchentes desde a sua fundação

Enchentes em Nova Friburgo são tão antigas quanto a fundação da cidade, lembra a historiadora Janaína Botelho. Logo que os primeiros imigrantes suíços se estabeleceram, enfrentaram, em janeiro de 1820, uma enchente que desestruturou o núcleo colonial.

Janaína Botelho publicou recentemente, que o cemitério ficava onde hoje é o prédio da Maçonaria, próximo à Rua Sete de Setembro. Foi removido para uma parte mais alta da vila – hoje onde se localiza o São João Batista – justamente porque corpos eram arrastados pelas águas, durante as enchentes.

O Rio Bengalas não tinha o curso retilíneo que tem hoje, e a Praça Getúlio Vargas era entrecortada por inúmeros córregos. As enchentes provocavam extensas formações de pântanos, e acreditava-se que a água estagnada era responsável pelas doenças da época.

Ainda assim, apesar de tantos danos materiais através dos séculos, a vila se desenvolveu no entorno do Bengalas, onde foi estabelecido o comércio, as melhores residências, as praças, lembra Janaína.

Em um passado mais recente, quem pode se esquecer, por exemplo, da tragédia climática de 2011? No dia 11 de janeiro de 2011, a Região Serrana do RJ era devastada pela chuva que culminou na tragédia climática do país. Foi a maior catástrofe ambiental do Brasil, somando mais de 918 mortes, 200 desaparecidos e 20 mil desabrigados.

Há nove anos, chuva devastava a Região Serrana na tragédia climática de 2011

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