Casos de coronavírus crescem mais rápido em Cantagalo e Cordeiro

Novos casos de coronavírus crescem mais rápido em Cantagalo e Cordeiro

Os municípios vizinhos de Cantagalo e Cordeiro, na Região Serrana, registraram um rápido aumento de novos casos de coronavírus. Moradores precisam redobrar a atenção na prevenção à doença. Isso porque as últimas duas semanas apresentaram um crescimento considerável no número de casos em ambas as cidades.

O aumento de novos casos de coronavírus é preocupante, especialmente porque a média – que ficava entre seis e sete por semana em Cordeiro – saltou para 16 na semana que compreende entre os dias 17 e 23 de agosto. No boletim desta segunda-feira (31/8), a cidade exposição chegou a 170 casos positivos da doença, sendo que 129 pacientes estão recuperados e 38 casos estão ativos.

Nos últimos cinco dias – que compreende o período de 26 a 31 de agosto – os casos positivos diagnosticados em Cantagalo foram 16. No boletim desta segunda-feira (31/8), a cidade confirma 97 casos positivos da doença, sendo que 72 pacientes estão recuperados e 23 casos estão ativos.

O número de casos ativos, que antes tinha média cinco em ambas as cidades, agora chega a 23 em Cantagalo e 38 em Cordeiro. A preocupação maior das autoridades ainda é a propagação em massa do vírus nas cidades através de pessoas que contraem a doença mas não apresentam sintomas. Por isso, as prefeituras pedem a colaboração da população mantendo todas as medidas de prevenção.

Crescimento

Dados da Secretaria de Saúde de Cordeiro mostram que o coronavírus vem crescendo entre os mais jovens. As faixas etárias mais atingidas nesse momento são de pessoas com idade entre 30 e 39 anos (35%) e 40 e 49 (37%). Em Cantagalo, não é diferente, pois a faixa etária mais atingida fica dos 30 a 39 anos, seguido de pessoas de 50 a 59 anos e depois de 20 a 29 anos.

Alerta

A colaboração e o comprometimento dos moradores são fundamentais nesse momento para diminuir o número de novos casos de coronavírus. Fique em casa, mantendo o isolamento social ao máximo. Se realmente precisar sair, utilize, obrigatoriamente, a máscara de proteção para o rosto; mantenha a higiene das mãos com água e sabão frequentemente; faça uso do álcool em gel; e, principalmente, evite as situações de aglomeração. A manutenção da qualidade de vida e da boa saúde também depende da sua atenção e responsabilidade.

Estado

O estado do Rio de Janeiro apresenta um crescimento veloz, semelhante aos das cidades apontadas acima. Partindo de uma média móvel de 65,43 mortes diárias em 17 de agosto e chegando a 118 em 24 de agosto, o maior número desde 25 de julho.

O infectologista do Icict/Fiocruz (Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz) Diego Xavier disse que a alta é reflexo do descuido em relação ao distanciamento social. “A gente já está se acostumando a ver, no Rio de Janeiro, a aglomeração de pessoas em locais como bares e na praia, e, principalmente, sem o uso de máscara ou tomando as medidas de higiene que são recomendadas. O vírus se aproveita exatamente disso para se proliferar”, ressaltou.

“As pessoas estão naturalizando os números, infelizmente. Apesar de a gente continuar com essa média de mil óbitos por dia [no país], as pessoas estão tentando retomar uma rotina que existia antes da pandemia, mas isso não é possível agora. Se a gente continuar com o processo de reabertura, ignorando a doença, ela vai cobrar.”

Xavier destacou que é preciso que a população colabore com as medidas de prevenção para evitar um novo aumento de novos casos e vítimas do coronavírus. Ao poder público, o infectologista pediu reforço na capacidade de testagem e rastreio, para localizar casos positivos entre os contatos de quem já foi diagnosticado e interromper cadeias de transmissão com o isolamento dessas pessoas.

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