Expo Cordeiro: Sem água, barraqueiros reclamam da precariedade do Parque

Para visitantes e turistas, a 77ª Exposição Agropecuária de Cordeiro está sendo brilhante, mas para alguns barraqueiros e pessoas ligadas diretamente as reais necessidades da cidade, definitivamente, esta edição tem deixado a desejar em muitos aspectos. Nem só de shows é feita uma festa.

Antecedendo a abertura oficial, houve promessa de protesto contra a gestão municipal devido aos problemas do bairro Manancial, aos custos da Expo Cordeiro e ao corte no transporte universitário. No primeiro dia de evento, lamentavelmente, um jovem foi encontrado morto no estacionamento anexo ao Parque Raul Veiga e, agora, uma grave denúncia de barraqueiros referente a estrutura das instalações do parque. 
 
Um vídeo publicado pelo comunicador Maicon Queiroz, na noite desta sexta-feira (19), mostra barraqueiros sendo obrigados a pegar resto de água nos banheiros sujos do Parque Raul Veiga, pois não há água nas torneiras nas demais instalações. 

Segundo eles, estão pagando até 6 mil reais pelo ponto na exposição e estão sem água. “Não temos água nas torneiras, mas água nas baias não falta para dar até banho nos cavalos. Um verdadeiro absurdo”, disse indignada uma barraqueira que pagou caro pelo ponto e preferiu não ter a identidade revelada.
Custos da Expo Cordeiro
As críticas estão sendo muito grandes em vários sentidos, inclusive, com relação a quanto a Prefeitura de Cordeiro gastará com o evento: estimado em R$ 1 milhão para todo o custeio da festa, envolvendo shows, parte técnica de julgamentos dos animais que estarão participando dos concursos, rodeios, cachês dos artistas da Tenda Cultural, despesas com limpezas, manutenção e iluminação do Parque Raul Veiga, e outros gastos.
O custo do cachê da dupla sertaneja Zeze di Carmargo e Luciano é de R$ 250mil. Dos artistas sertanejos, Marcos & Belutti e Felipe Araújo custaram R$ 170 mil cada. O sambista Xande de Pilates, o mais barato, foi de R$ 47 mil. E o grupo Jota Quest foi de R$ 117 mil.
O custo total gasto com os cinco cachês dos artistas que se apresentarão no palco principal atinge a importância de R$ 752 mil. Em contrapartida, cada artista local ou regional que participar da Tenda Cultural receberá apenas R$ 100 por apresentação.
A crítica ao Governo Municipal é que parte do evento estaria terceirizado mas mesmo assim, a Prefeitura irá bancar os principais custos. A situação da saúde do município, principalmente do Hospital Antônio Castro, que está terceirizado, é precária. A crise financeira tem provocado críticas aos gastos com o evento.

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