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Princípio de incêndio em van deixa pacientes de Cantagalo sem transporte

Uma van terceirizada que presta serviço à Secretaria de Saúde de Cantagalo sofreu um princípio de incêndio na tarde de quarta-feira (22/04), nas proximidades de Três Rios, por volta das 17h, após transportar pacientes que haviam realizado atendimento médico em Petrópolis.

Segundo relato de uma passageira ao portal Serra News, o veículo levava 11 pacientes de Cantagalo que haviam passado por consulta no Hospital dos Olhos. Ainda de acordo com a testemunha, o primeiro sinal de problema ocorreu na chegada à unidade de saúde, quando a van já apresentava falhas mecânicas.

“O motorista teve que deixar a van estacionada em um morrinho para a gente conseguir vir embora”, relatou.

O episódio mais grave aconteceu durante o retorno. “Chegando na altura da Parada 21, notamos cheiro de fumaça dentro da van. Ao descer, ouvimos um barulho e vimos fumaça saindo da parte da frente do veículo”, disse a passageira, que preferiu não se identificar.

Ainda segundo ela, o veículo não possuía extintor de incêndio. Diante da fumaça, o motorista teria utilizado um litro de água para conter o início das chamas.

“E desde então estamos aqui aguardando outro carro para irmos embora”, afirmou.

O relato foi registrado por volta das 19h. Ou seja, mais de duas horas após o início da ocorrência, os 11 pacientes ainda aguardavam uma solução de transporte para retornarem a Cantagalo.

Outro ponto que chama atenção é a identificação visual do veículo. A van estava com o nome “Unicoop/s-m (Agência de Turismo)” estampado na lataria, indicando que o transporte de pacientes estaria sendo feito por um veículo originalmente ligado ao setor de turismo, e não de transporte de passageiros.

Até o momento, não há informações claras sobre a empresa responsável pela operação do serviço no portal da transparência da Prefeitura de Cantagalo. Também não foi possível identificar, de forma objetiva, os valores empenhados ou o contrato que regula a prestação do serviço.

A passageira ainda afirmou que o motorista não teria contato direto com setores da Prefeitura e que precisou acionar a empresa responsável para tentar resolver a situação.

O caso levanta questionamentos sobre a fiscalização, a segurança dos veículos utilizados no transporte de pacientes e a transparência na contratação de serviços terceirizados pela área da saúde no município.

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