Banco Central impõe sigilo de 8 anos sobre documentos do Banco Master
Banco Master em SP. Foto: Rovena Rosa / Agência BrasilO Banco Central do Brasil impôs sigilo de oito anos sobre documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master. Embora a medida tenha sido determinada em novembro do ano passado, a decisão só foi confirmada oficialmente na segunda-feira (6/4).
Com isso, o acesso público às informações ficará restrito até 2033. A medida foi assinada pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo. Segundo o BC, a divulgação dos documentos contraria o “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”.
A autoridade monetária também afirmou que a publicidade dos dados pode comprometer atividades de inteligência e prejudicar investigações ou processos de fiscalização em andamento, ligados à prevenção e repressão de infrações.
O caso envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília desde o início de março. Sua prisão foi mantida na terceira fase da operação Compliance Zero, por determinação do ministro André Mendonça.
Sigilo do BC vem após STF barrar CPMI do INSS
A confirmação da decisão de impor sigilo ocorre após outro movimento recente do Supremo Tribunal Federal que gerou repercussão. A Corte formou maioria para derrubar a prorrogação da CPMI do INSS, encerrando os trabalhos antes do prazo adicional solicitado por parlamentares.
A comissão investigava fraudes em benefícios e possíveis conexões com instituições financeiras, incluindo o Banco Master. A oposição afirma que ministros e autoridades da alta cúpula do país estariam envolvidos no gigantesco esquema de corrupção.
Sobre as investigações do Banco Master
As investigações apontam suspeitas de fraudes financeiras bilionárias, com uso de ativos irregulares para inflar balanços e captar recursos de forma indevida. A Polícia Federal apura crimes como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, e estima que o rombo possa chegar a cerca de R$ 12 bilhões.
Os valores teriam sido movimentados por meio de empresas e operações financeiras para dificultar o rastreamento. O caso envolve Daniel Vorcaro e pode incluir executivos, operadores financeiros e outros agentes sob investigação, além de suspeitas levantadas pela oposição sobre possível envolvimento de autoridades de alto escalão político.
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