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Polícia investiga ameaça de massacre em escola estadual de Duas Barras

Uma suposta ameaça de massacre ao Colégio Estadual Almirante Protógenes, em Duas Barras, na Região Serrana do Rio, levou pânico para pais, professores e toda a comunidade. A ameaça nas redes sociais, promovida por um grupo de adolescentes, foi parar na 152ª Delegacia Policial, que investiga o caso.

O Conselho Tutelar estava a procura de um dos autores da postagem, que seria menor de idade. A Polícia Civil convocou algumas pessoas para serem ouvidas na delegacia nesta terça-feira (11/04). Na publicação que circulava nas redes sociais, a ameaça de massacre estava prevista para 20 de abril.

A redação do Serra News fez contato com a 152ª DP de Duas Barras, solicitando nota oficial sobre o caso. A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação e em sigilo. Segundo informações de pais de alunos, o grupo de adolescentes teria ido a uma loja em Bom Jardim, município vizinho, e tirado foto de várias facas, intensificando a ameaça de massacre a escola.

Um banner divulgado nas redes sociais diz: “X1 dos Crias. Local: Almirante. Horário: assim que ouvir o primeiro tiro. Não vale analógico nem granada. Bater soco antes de trocar.”

Casos similares

Há doze anos, um jovem de 23 anos invadiu a escola onde havia estudado no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e produziu um massacre que chocou o país: armado com dois revólveres, ele disparou contra os alunos, matando doze deles e cometendo suicídio em seguida. Na época, o episódio assustador foi tratado pela imprensa como de fato era até então: algo fora do comum no Brasil. Há alguns anos, no entanto, a ocorrência de diversos casos similares tem exigido atenção das autoridades e gerado preocupação em pesquisadores, que apontam caminhos para enfrentar esse cenário.

Na manhã do dia 5 de abril, uma creche em Blumenau, estado de Santa Catarina, se tornou alvo de um homem de 25 anos que tirou a vida de quatro crianças. Nesse caso, investigações preliminares não apontaram nenhum vínculo do agressor com a instituição. Há menos de dez dias, outro ataque causou uma morte e deixou cinco pessoas feridas na Escola Estadual Thomazia Montoro, no bairro Vila Sônia, em São Paulo. O crime foi cometido por um de seus alunos, de 13 anos.

Na manhã desta terça-feira (11/04), três alunos ficaram feridos após um ataque ao Colégio Estadual Doutor Marco Aurélio, em Santa Tereza de Goiás. Segundo a Polícia Civil, o suspeito de cometer o ataque é um aluno da unidade de 13 anos, que foi apreendido. Três alunos ficaram feridos e a professora conseguiu fugir e se esconder em uma das salas. O autor foi contido por um auxiliar de serviços gerais.

Governo do Estado

O Governo do Rio de Janeiro reforça o compromisso com a integridade dos alunos e profissionais da Educação e, por isso, criou uma série de medidas para identificar e prevenir a violência nas escolas. A Polícia Civil instaurou inquérito para monitorar aplicativos e perfis em redes sociais em que o conteúdo indique possível ataque a uma unidade escolar. Já a Polícia Militar intensificou o trabalho da Patrulha Escolar com ações preventivas e reforçou o policiamento em unidades escolares que receberam denúncias.

A Polícia Militar também está desenvolvendo o aplicativo Rede Escola com botão de emergência que aciona eletronicamente o serviço 190. Um comitê permanente com a Secretaria Estadual de Educação e as forças de segurança vem se reunindo regularmente para a formalização de protocolos. Além disso, um treinamento de gestão de crise está sendo elaborado pelas forças especiais de segurança para capacitar professores e funcionários de escolas públicas e privadas.

A Secretaria Estadual de Educação está trabalhando em parceria com as policiais Civil e Militar, encaminhando as denúncias que vêm surgindo nas redes sociais e que estão causando preocupação entre os alunos, pais e profissionais da rede de ensino.

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