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Ataques à provedoras afetam qualidade da internet em todo Estado

Desde o último domingo, 26/02, vários provedores de internet do Estado do Rio de Janeiro estão sofrendo ataques de negação de serviço (DDoS). Na Região Serrana do Rio, usuários de Nova Friburgo, por exemplo, vêm reclamando da qualidade e velocidade do serviço.

São ataques cibernéticos maliciosos que tem como objetivo sobrecarregar ou até mesmo derrubar um determinado servidor ou site. Essa é uma tática de mercado anticompetitiva que vem sendo utilizada para derrubar concorrentes e causar prejuízos.

De acordo com as provedoras de internet locais, todos os ataques serão reportados às autoridades policiais. Ataque DDoS é crime previsto em lei (Lei nº 12.737 de 2012) – “Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública” e possui pena de detenção de um a três anos e multa.

Crimes cibernéticos

A Fortinet, provedora global de soluções de cibersegurança, divulgou os números totais de ataques cibernéticos do ano de 2022, levantados pelo FortiGuard Labs, seu laboratório de inteligência e análise de ameaças. O Brasil foi o segundo país mais atingido da América Latina, com 103,16 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, um aumento de 16% com relação a 2021 (com 88,5 bilhões). O País ficou atrás do México (com 187 bilhões) e foi seguido por Colômbia (20 bilhões) e Peru (15,4 bilhões).

Na comparação entre o último trimestre do ano e o anterior, houve um aumento de 61,7% no número de tentativas de ataques cibernéticos sofridas pelo país. Nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2022 foram 30,4 bilhões, contra 18,8 bilhões em julho, agosto e setembro. A análise dos dados do malware wiper revela uma tendência dos adversários cibernéticos em usar técnicas de ataque destrutivo contra seus alvos.

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