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Friburgo é alvo de operação que desarticulou quadrilha que fraudava multas

Friburgo é alvo de operação Zero Ponto que desarticulou quadrilha que fraudava multas

Policiais civis cumpriram nesta segunda-feira, 1º, mandados de busca e apreensão em residências de funcionários e órgãos de trânsito de Nova Friburgo, Rio e São Gonçalo. Batizada de “Zero Ponto”, a operação conjunta da Corregedoria do Detran-RJ e da Polícia Civil desarticulou uma quadrilha que fraudava multas atuava na transferência de pontos de CNH para o nome de empresa ou terceiros sem o conhecimento destes. O grupo criminoso é considerado um dos maiores do país e também transferia veículos de forma fraudulenta.

“É possível que servidores do Detran e das prefeituras estejam envolvidos no esquema. Inclusive, a segunda fase, o desdobramento vai ser correr atrás desses veículos que foram transferidos sem autorização, sem a permissão dessas locadoras, foram vários veículos”, explicou o delegado Adriano França, titular da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ).

Na ação desta segunda-feira, nenhum funcionário público ou terceirizado foi preso. Os presos foram Camila Batista Macedo e seu marido, Thiago Gomes, que eram os donos da empresa CT Multas, e de seus familiares Caroline Batista Macedo, Bruno Batista Macedo, Larissa Gomes Dazzi e Cibelle Henrique de Araújo. De acordo com as investigações, os suspeitos angariavam clientes, principalmente, através de redes sociais.

Segundo os agentes, só uma das pessoas investigadas (Camila) transferiu quase três mil multas para seu nome, totalizando mais de 15 mil infrações diversas como real infratora. Após a transferência, ela entrava com recurso para receber o dinheiro de volta. No entanto, os agentes descobriram que a mulher não possuía CNH e, desta forma, não podia ser a real infratora em multas aplicadas quase que diariamente e em horários diversos.

O delegado Gláucio Paes, corregedor do Detran, acredita que essas transferências podiam ser feitas por conta de uma falha no sistema do órgão. “Essa investigação mostra para a gente que a gente tem que aperfeiçoar o nosso sistema. A gente vai ter que verificar onde existem as possíveis falhas e em alguns municípios são eles que administram o sistema”, declarou durante entrevista coletiva.

Além da transferência de pontos de infração de trânsito, a organização criminosa também realizava transferência de propriedade do veículo para nome de pessoas que não sabiam da transação e sem autorização das mesmas. As investigações, inclusive, iniciaram em julho de 2020, quando uma empresa de locação de veículos comunicou que um carro não havia sido devolvido, e ao checar no sistema, a polícia descobriu a transferência de propriedade de veículo, para um homem que não sabia da transação.

 

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