Covid-19: Vacina de Oxford poderá ser aplicada no Brasil já em dezembro

Vacina de Oxford contra o novo coronavírus poderá ser aplicada no Brasil já em dezembro

A vacina contra o novo coronavírus que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford deve chegar ao Brasil na primeira quinzena de dezembro. A informação foi dada ontem pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros. O Brasil já encomendou 100 milhões de doses da vacina contra a COVID-19 e o secretário espera que 15 milhões de brasileiros possam ser vacinados até o final deste ano.

A vacina desenvolvida pela universidade britânica, uma das três opções que estão na versão da fase 3 de testes segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com o estudo, pode ser ainda mais efetiva quando uma segunda dose é administrada. A resposta imune chamada de célula T é produzida 14 dias após uma primeira dose e os anticorpos apareceram depois de 28 dias.

Os efeitos colaterais, de acordo com a divulgação, foram pequenos e puderam ser reduzidos quando os pacientes tomaram paracetamol. Entre eles estava fadiga (70% dos que tomaram a vacina contra o novo coronavírus), 68% tiveram dores de cabeça. Outros efeitos foram dor no local da injeção, dores musculares, calafrios, estado febril e temperaturas altas

Outros estudos ainda devem ser feitos, inclusive em idosos, para garantir a segurança da vacina de Oxford. Apesar de conseguir criar uma resposta imune ao vírus, ainda é preciso descobrir se a vacina pode proteger efetivamente as pessoas de uma infecção. Os pesquisadores acreditam que uma vacina ideal contra o vírus deve ser efetiva após uma ou duas doses, trabalhar em grupos de risco, como adultos e pessoas com condições pré-existentes, garantir uma proteção de, no mínimo, seis meses e reduzir a infecção pelo SARS-CoV-2.

Testes

Desde 23 de junho, a Universidade de Oxford seleciona 5.000 profissionais da saúde para receber no Brasil as doses da sua vacina, feita em parceria com a biofarmacêutica anglo-sueca AstraZeneca. Nesse processo, metade dos voluntários recebe a vacina e a outra metade placebo, mas somente os pesquisadores sabem quem tomou o que. O teste é de dose única.

Resultados preliminares das fases 1 e 2, publicados na revista científica The Lancet, mostraram que a vacina de Oxford  contra o novo coronavírus é segura e gerou resposta imune contra a Covid-19. Agora, a fase 3 vai tentar demonstrar a eficácia da droga. Além do Brasil, a fase 3 também ocorre no Reino Unido e na África do Sul. Segundo a Organização Mundial da Saúde, essa é a pesquisa pela imunização mais avançada no mundo.

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