Moradora de Cantagalo com doença rara autoimune pede ajuda na internet

Moradora de Cantagalo (Átila da Silva Senhorinho) com doença rara autoimune (Lúpus eritematoso sistêmico) pede ajuda na internet

Átila da Silva Senhorinho, de 33 anos, é moradora do bairro São José, em Cantagalo, na Região Serrana do Rio. Ela descobriu recentemente que sofre de uma doença rara autoimune, Lúpus eritematoso sistêmico, cujo atinge o sistema imunológico que reage contra as células da própria pessoa, causando danos nos órgãos internos.

“Eu descobri a doença quando já tinha chegado no estágio avançado, onde atingiu três órgãos: pulmão, coração e os rins”, contou Atila ao Serra News. Ela conta que procurou médicos especializados na área, mas os sintomas da doença se agravaram e chegou a ficar a beira da morte no hospital.

Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico da pessoa ataca tecidos saudáveis do próprio corpo, por engano. As causas das doenças autoimunes ainda não são conhecidas, de acordo com o Ministério da Saúde. A maioria das doenças autoimunes são crônicas, ou seja, não são transmissíveis. Os sintomas das doenças autoimunes podem aparecer e desaparecer continuamente, sem causa aparente.

Diagnóstico de Lúpus

“No final de março perdi meu pai e logo no dia seguinte acordei muito inchada. E daí pra cá eu não melhorei. Fiquei em casa durante 22 dias com febre, inchada e com a pressão muito alta, um dia bem e outro não. Procurei então um médico e fiz alguns exames, onde foi identificada a síndrome nefrótica. Procurei um especialista de rins, onde fiz vários exames e um desses exames foi o FAN, cujo detectou autoanticorpos contra estruturas nucleares das células”, conta Atila.

Após esse período, ela procurou um novo especialista em Santo Antônio de Pádua, que pediu novos exames. Porém, Atila conta que não deu tempo de pegar o resultado. A rara doença autoimune se agravou e no mês de abril ela ficou em estado gravíssimo internada no hospital. “Sem respirar e nas mãos de Deus”, disse. “Fiquei isolada uns dias, porque a falta de ar e a febre gerou suspeita de Covid-19 nos médicos. Cheguei fazer o exame de coronavírus, mas deu negativo. Eu estava com pneumonia, água na pleura e a síndrome nefrótica.”

“Até então eu sabia que tinha uma doença autoimune. Com isso, os rins começaram a trabalhar menos. A última saída era recorrer a hemodiálise, onde entrei com urgência muito debilitada. Nesse meio tempo que fui diagnosticada com essa doença (Lúpus eritematoso sistêmico)”, conta ela.

Tratamento

O tratamento do Lúpus, assim como para outras doenças crônicas como câncer, hipertensão e diabetes, é mais paliativo e tem por objetivo controlar os sintomas, melhorando a qualidade de vida da pessoa. Isso porque, até o momento, Lúpus não tem cura. O tratamento é diferenciado para cada caso, conforme os níveis de intensidade e agressividade da doença.

Sendo assim, a moradora do bairro São José, em Cantagalo, recorreu as redes sociais para dar início a uma campanha de arrecadação para custear seu tratamento, pois ela não tem condições de pagar o elevado custo. “Hoje fizemos essa campanha solidária porque a biópsia que estava pra fazer desde do início do processo, por causa da Covid-19, a Prefeitura de Cantagalo disse que só poderia fazer no Hospital Federal e após essa pandemia.”

Mas segundo Atila, o caso dela não daria para esperar, pois ela poderia voltar a passar por todo o procedimento que já havia feito e o risco dos rins paralisarem é alto. Ela conta que o jeito foi realizar a campanha e marca o hospital. “Pela fé nós vamos fazer essa biópsia, porque só eu sei o que passei e tenho medo de passar por tudo novamente”, disse.

Para ajudar Átila da Silva Senhorinho na luta contra lúpus eritematoso sistêmico, você pode depositar qualquer quantia na Agência 3174 013 / Conta Poupança 00003432-8 | Caixa Econômica. “Eu creio no meu milagre, que com certeza, teremos esse valor e quinta-feira (23/07/2020) a biópsia será feita em nome de Jesus.”