Proteção contra coronavírus: cuidados na hora da compra de álcool gel

Proteção contra coronavírus: cuidados na hora da compra de álcool gel

O aumento do números de casos do novo coronavírus no Brasil tem feito a procura por álcool gel e 70% nas farmácias e supermercados se intensificar.

No dia 12 de março, o primeiro caso de transmissão local no Rio foi confirmado pela Secretaria estadual de Saúde. A recomendação dos médicos e especialistas é de manter as mãos higienizadas, lavando com água e sabão, e usando o álcool gel de maneira complementar.

O produto foi popularizado depois da pandemia do vírus influenza A (H1N1), em 2009, que começou em um cenário de tensão similar ao vivido hoje com o coronavírus.

Portanto, o químico Rafael Almada, presidente do Conselho Regional de Química, dá orientações para o uso do produto:

Álcool 70%

O álcool gel deve ter concentração 70% de álcool etílico:

— A concentração de 70% de álcool etílico, o etanol, é a mais eficaz na destruição do vírus. Em concentração mais altas, o álcool evapora rápido demais, o que não é recomendado. O ideal é o 70%, líquido ou spray, e no caso do gel, é sempre importante verificar também essa concentração.

Álcool comum

Mas Almada explica ainda que o álcool comum, vendido normalmente em supermercados, não é indicado para a assepsia das mãos, por conta da concentração de água.

— O álcool que compramos nos supermercados deve ser usado para a desinfecção de superfícies, como bancadas, por exemplo. Para a limpeza de ambientes, também pode ser usado hipoclorito de sódio, a água sanitária.

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