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Tangará: a ave exótica, dançarina e bonita

Tangará: a ave dançarina, exótica e bonita

Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo:   Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Parvordem: Tyrannida
Família: Pipridae  (Rafinesque, 1815)
Subfamília: Ilicurinae (Prum, 1992)
Espécie: C. caudata
Nome Científico: Chiroxiphia caudata (Shaw & Nodder, 1793)
Nome em Inglês: Swallow-tailed Manakin
Estado de Conservação: Pouco Preocupante

Hoje falaremos desta espécie, que é considerada por muitos como estranha e diferente e, por isso, muito apreciada por sua beleza. Esse é o tangará, ave exótica que figura em muito documentários e filmagens de mata atlântica, e provavelmente você já a viu na televisão. Posso confessar que achava um mito encontrá-la. Pensava: “nossa esse passarinho não tem aqui, deve ser difícil encontrá-lo”. Mas a verdade é mais simples e basta um olhar atento para encontrá-lo.

O tangará é um morador fiel de nossas matas, principalmente na APA Mata do Posto, no município de Cordeiro-RJ, onde pode ser encontrada em vários pontos. Além disso, é vista facilmente na cidade de Cantagalo-RJ, no Horto Estadual, e em outros municípios próximos, como Nova Friburgo, Santa Maria Madalena e Macaé. O que era um  mito por sua beleza e encanto parece em parte comum em ocorrência, graças às áreas verdes preservadas em nossa região.

Geralmente essa ave chega a 13cm de tamanho. O macho chama logo a atenção por sua cor azul-celeste, cabeça vermelha e rabo preto, destacando-se em meio ao verde das folhas. Já a fêmea, por ser verde, acaba se camuflando entre as folhas. O interessante que se pode notar é que no jovem, que é verde-oliva, há uma coroa vermelha na cabeça e só atingem a plumagem adulta depois de 2 anos. Está é uma espécie onívora que come tanto insetos, como sementinhas, sendo atraída pela fruta do sabiá.

 A fêmea faz seu território ao redor do ninho, no qual usa teia de aranha para colar o material do ninho, que é uma cestinha rala, feita em um galho próximo de águas. A postura é de dois ovos, incubados por mais ou menos 18 dias pela fêmea. Os filhotes deixam o ninho 20 dias depois, passando a se alimentar e defender sozinhos. O mais interessante acerca da reprodução, é o período anterior, pré-nupcial, do qual uma congregação de machos faz uma espécie de “balé”, do qual adultos e jovens dançam, saltitam, cantam, em paralelo com o bater de assas e bicos, ao redor da fêmea que olha atenta, constituindo  um espetáculo a parte.

A foto de capa foi realizada no Horto Estadual de Cantagalo-RJ, onde temos fragmento de Mata Atlântica e o tangará – ave exótica – pode ser vista sem dificuldades. É comum frequentar o local e ouvi-la piando ao fundo. Já o áudio foi feito na APA Mata do Posto, onde os tangarás pareciam estar em cortejo, pois emitiam barulhos muito altos.

Escute seu canto/cortejo abaixo:

Vale sempre lembrar que a preservação de nossas matas é muito importante para sua sobrevivência, e quanto mais área verde nativa, maior sua ocorrência. O que é interessante considerar que mesmo em pequenos fragmentos, como na mata do Posto em Cordeiro, RJ. o tangara ocorre e pode ser visto na região de borda. Prestem sempre atenção quando estiverem caminhando nas matas da região, pois podem topar com essa belezinha.

Esta foto que segue abaixo é de um individuo jovem:

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