Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris)

Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) - Coluna do Gabriel Monnerat

Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Turdidae,Rafinesque
Espécie: T. rufiventris
Nome Científico: Turdus rufiventris, Vieillot
Nome em Inglês: Rufous-bellied Thrush
Estado de conservação: Pouco preocupante

Hoje teremos a ave símbolo do Brasil (há controvérsias pois há quem diga ser a arara-juba). Estamos falando da famosa sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), que é o pássaro mais conhecido do Brasil.

Medindo entre 20-25 cm e pesando entre 68-80 gramas, sendo a fêmea mais pesada. Facilmente reconhecido pela sua cor parda, ventre em um tom de laranja ferruginoso e bico amarelado. Seus anéis periórbitas são de um amarelo vivo, destacando seu olho escuro. Em tupi, sabiá significa: aquele que reza muito.

Pássaro tipicamente canoro, principalmente no período reprodutivo quando emite um canto melodioso e alto. Quando em perigo, ou em bando, pode emitir alguns alertas bem altos. Costuma vocalizar ao inicio da manhã e ao final da tarde, ficando por alguns longos minutos emitindo seu canto.

Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris)   Coluna do geógrafo e fotógrafo Gabriel Monnerat.

Sua dieta é basicamente composta por insetos e frutos maduros, incluindo frutos cultivados como mamão, abacate e laranja. Também come diversos coquinhos de palmeiras nativas e também de espécies introduzidas como o dendê. Após uma hora, cospe o caroço, fazendo sua contribuição como dispersor da semente, o que o torna muito importante.

Essa espécie é altamente adaptada à área urbana, muitas vezes faz seus ninhos em beiras de telhados. No gera, os ninhos são feitos de setembro a janeiro,em arbustos, árvores de folhagem densa ou bananeiras. O ninho feito de gravetos, ligados por um pouco de lama. Na parte interna é revestido de matérias mais macias, como ramos de flores e capim. Choca até três vezes por ano, com postura de 3 a 4 ovos de cor verde azulada. A incubação dura cerca de 13 dias. Há o revezamento entre macho e fêmea na construção e alimentação de filhotes.

Apesar dessa espécie não estar ameaçada, já houve muita captura ilegal, para gaiolas, motivadas pelo seu canto. Esta pratica é ilegal e extremamente perigosa para espécies, fazendo com que em certas regiões sua quantidade diminua, ou desapareça. Está presente do Maranhão ao Rio grande do Sul, sendo mais presente no sudeste, podendo migrar pra regiões mais quentes no inverno. Também pode ser encontrada em países como Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Essa espécie pode ser vista se misturando a bandos de sanhaços, outros sabiás e até sairás, pois tem um comportamento tranquilo e não costumando atacar. Na verdade, só torna-se agressiva quando há alguma ameaça como gaviões e as vezes tucanos, que podem mexer em seus ninhos. Costuma também ser habitante fácil de jardins e quintais com abundância de frutas, ou comedouros, podendo ser atraído por frutas ou sementes como girassol.

Fotografia tirada no município de Cordeiro-RJ, onde a sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) é uma das mais abundantes e facilmente observada. Até nas árvores do centro da cidade, bem como no jardim ao redor da Igreja matriz, pode ser facilmente avistada.

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