Saí-azul (Dacnis cayana)

Saí-azul (Dacnis cayana) - Gabriel Monnerat

Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae,Cabanis, 1847
Subfamília: Dacninae, Sundevall, 1836
Espécie: D. cayana
Nome Científico: Dacnis cayana, (Linnaeus, 1766)
Nome em Inglês: Blue Dacnis
Estado de Conservação: Pouco Preocupante

Hoje falaremos de um passarinho muito parecido e confundido com a saíra, pelas cores e hábitos: o Saí azul (Dacnis cayana). É uma ave pequena, porém muito visível, devido sua coloração, que nos chama a atenção com sua cor azul e preta (no caso dos indivíduos machos).

Essas aves possuem um dimorfismo sexual acentuado, sendo o macho azul e preto, com pernas avermelhadas, e a fêmea possui coloração verde, cabeça azulada e pernas alaranjadas. Pesam cerca de 16g e medem cerca de 13cm.

A espécie é composta por 8 subespécies, com apenas 2 ocorrendo no Brasil. Costumam habitar bordas de florestas, capoeira, áreas secas, campos com arvores esparsas. É de fácil observação, bastando procurar locais com sementinhas variadas. Também caça pequenos insetos nas folhagens.  Costuma andar aos pares, sendo muito fácil, avistar macho e fêmea. Tem sua ocorrência registrada em todas as regiões do Brasil, também podendo ser encontrado de Honduras ao Panamá, e quase todos os países da América do Sul, menos Chile e Uruguai.

Saí-azul (Dacnis cayana) - Gabriel Monnerat

Seu período reprodutivo vai da primavera ao verão, constrói ninhos e forma de taça funda, a mais ou menos 7 metros do chão, feito de fibras finas, fixado nas folhagens externas das árvores.  Atinge maturidade aos 12 meses, e coloca 2 ou 3 ovos. A construção do ninho é realizada pela fêmea, enquanto o macho protege de intrusos. Os filhotes são alimentados pelo casal, ficando uns 13 dias no ninho. Tem 2 a 4 ninhadas por temporada.

Não é um pássaro canoro e o som que emite é um pequeno gorjear. Para sua preservação, vale preservar e plantar árvores de frutas pequenas, bananeiras e arbustos com sementes pequenas variadas. Costuma visitar facilmente comedouros e misturar-se a bandos de sairás, canários, estes, inclusive quando há revoada de cupim, uma iguaria para o seu paladar.

Esta fotografia de capa foi realizada no município de Cordeiro-RJ, na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, onde o Saí-azul (Dacnis cayana) é muito abundante e bem conhecido, podendo ser avistado e fotografado com enorme facilidade, sem necessidade alguma de incursões em áreas florestais, além de presença certa em quintais da região.

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