Lente Natural: Saíra-de-chapéu-preto (Nemosia pileata) - Serra News | RJ

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17 de jun de 2019

Lente Natural: Saíra-de-chapéu-preto (Nemosia pileata)


Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae (Cabanis, 1847)
Subfamília: Nemosiinae (Bonaparte, 1854)
Nome Científico: Nemosia pileata (Boddaert, 1783)
Nome em Inglês: Hooded Tanager
Estado de Conservação: Pouco Preocupante

Hoje falaremos de uma ave, que apesar do nome saíra, não é tão colorida como suas irmãs que conhecemos por suas cores. Essa, porém, tem as suas cores particulares que lhe conferem o nome “chapéu-preto”. Possuindo cerca de 13 centímetros, é considerada uma saíra de grande porte. 

O macho adulto é mais colorido do que a fêmea, possuindo um amarelo bastante vivo nos olhos e que faz contraste com o negro dominante na região da cabeça e pescoço. Entre os olhos e o bico, há uma faixa branca. Eles possuem dorso cinza, levemente azulado, como sua cauda, e bico negro. As penas das assas são em tons cinza-escuros.  Já a fêmea, se diferencia por não possuir o negro da região da cabeça, com íris mais apagada, bem como o amarelo dos olhos. Nas partes inferiores possuem tons amarronzados. Os indivíduos jovens possuem as cores mais apagadas que as dos adultos. 

A saíra-de-chapéu-preto não se caracteriza, por uma ave cantora, mas ocasionalmente emite um chamado curto e assobiado. Elas costumam ser muito ativas durante suas caçadas, e suas pernas e garras fortes permitem pousar em galhos na vertical. São, também,  muito ágeis.  Andam em casal de macho e fêmea, e raramente em bandos, o que a diferencia de outras espécies também chamados de saíras - que por sua vez andam em bandos únicos ou mistos. 

Essa ave tem ampla distribuição, habitando regiões de vegetação arbórea rala, como caatinga, cerrado e capoeiras arbustivas. Também são encontradas em copas de árvores, explorando a parte mais interna das folhagens e plantações. Na Amazônia, está presente em áreas mais abertas de várzeas e beiras de rios. Está presente também, na região de Mata Atlântica, preferindo áreas abertas e de bordas. Tem sua ocorrência em quase todo o Brasil, exceto no extremo sul e noroeste do estado do Amazonas. Pode ser encontrada das Guianas a Venezuela, através da Amazônia, e também na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Sua alimentação é predominantemente vegetal, preferindo frutinhas duras, de arbustos e cipós, pedaços de frutas maiores, seu suco, folhas e botões e néctar. Gosta por exemplo dos frutos de caroba-branca (Sparattosperma leucanthum) e do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa). Também se alimenta de invertebrados, apanhados nas folhagens e galhos, quando captura algum inseto de carapaça dura, bate com o bico em troncos, para matar a presa e desmembra-la. 

Esta foto de capa, foi realizada, em uma área aberta, próxima a APA Mata do Posto, no Município de Cordeiro-RJ, onde esta espécie tem aparecido bastante. Foi observado um casal, como pode ser visto nas fotos postadas no  Instagram, o que permitiu um registro de dois indivíduos. Nas imagens podemos ver claramente o dimorfismo que existe na espécie. 

Onde há sua ocorrência, é fácil avistá-la sem necessidade de incursões a interiores de matas pois ela procura lugares de clareiras e bordas. E quando temos arbustos com frutinhas, é quase certa sua presença.  Aparece com mais facilidade em períodos da manhã, e ao final da tarde. Estão sempre em movimento, portanto preste atenção para não perdê-la de vista se pretende fotografá-la. É certo que renderá belas fotos, pois é bastante imponente.

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