Lente Natural: Quati-de-cauda-anelada (Nasua nasua) - Serra News | RJ

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10 de jun de 2019

Lente Natural: Quati-de-cauda-anelada (Nasua nasua)


Classificação científica:
Reino : Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Procyonidae
Género: Nasua
Espécie: Nasua nasua (Linnaeus, 1766)
Estado de conservação: Espécie pouco preocupante

A estrela de hoje é um mamífero narigudo de cauda longa, o quati, que são muito confundidos com guaxinins, que não ocorre em solos brasileiros. Apresenta uma coloração predominantemente cinzenta-amarelada, possuindo uma cauda com anéis pretos, assim como suas patas e seu longo focinho, este que o ajuda a explorar os lugares.  Sua cauda mede entre 22 a 69 cm.


É uma espécie, encontrada em habitats florestais (em florestas perenes, caducifólias, em florestas primárias, matas de galeria e até no cerrado). Mas, volta e meia, são avistados em regiões urbanas próximas de ambientes naturais, pois atraídos pelo lixo. São animais de hábito alimentar onívoro, alimentando-se de carne e frutas. Vale ressaltar que é um animal também encontrado fora do Brasil, principalmente na fronteira Brasil-Argentina, no parque Nacional do Iguaçu, onde é bastante comum. 

O quati é um animal ágil, rápido e curioso, se movimentando com facilidade entre as árvores. Também é um ótimos escalador, usando suas garras para se segurar nos troncos. Além disso, pula das árvores e correm pelo chão com as quatro patas, de forma ligeira. Costuma andar em bandos de fêmeas e filhotes. Os machos adultos costumam ser um tanto solitários. Produzem uma ninhada por ano, e costumam dormir em árvores. 

Esta foto de capa foi tirada em João Monlevade – MG, região onde possui bastante Mata Atlântica, e sua presença é facilmente avistada em diversos bandos.

A presença deles em áreas urbanas pode parecer engraçada, curiosa ou bonita, mas isso pode ser um problema, pois podem estar sendo atraídos pelo lixo. Além disso, conseguindo uma farta alimentação na área urbana, se reproduzirem em larga escala, levando ao desequilíbrio o ambiente natural original. Por isso é importante lembrar que não se deve alimentar animais silvestres.

Apesar de seu estado de conservação não ser dado como preocupante, há muitos relatos de sua caça para apreciação de sua carne, o que é crime ambiental.

Na nossa Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, são moradores um tanto tímidos em relação a outros lugares. Porém podem ser avistados em bandos, em área de mata. Quem pretende avistá-los e clicá-los, deve procurar áreas de mata, clareiras no interior delas, além de silêncio e sossego, pois apesar de muitos relatos de proximidade com seres humanos, se assustam e correm, a qualquer manifestação abrupta. Assim como qualquer animal silvestre, deve-se fazer silencio, e não atiça-lo, se quiser vê-lo mais de perto. 

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Gabriel Monnerat

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