Cedae está cobrando por estimativa nos municípios da região? Veja o que está ocorrendo!

Moradores de alguns municípios atendidos pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), na Região Serrana do Rio, entraram em contato com o Serra News reclamando que desde janeiro já haviam recebido as cobranças de água com vencimento de fevereiro e março. Nossa redação entrou em contato com a concessionária, que informou o que está ocorrendo.


A cobrança não está sendo feita por estimativa, garantiu a companhia, e sim cobrada mensalmente. “O que acontece é que as pessoas olham o vencimento que fica destacado na cobrança, mas não observam os itens “Leitura anterior” e “Leitura atual” no lado esquerdo da conta”, contou o funcionário da Cedae. 


Todas as contas enviadas através de foto à nossa redação foram analisadas e nenhuma constou a cobrança por estimativa. Acontece que, as contas com o vencimento de fevereiro de 2019, tiveram leitura conferida entre o mês de novembro de 2018 e dezembro de 2018. Já as cobranças com vencimento em março de 2019, tiveram leituras conferidas entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019. (Veja nas fotos)

Quanto as reclamações pela variação de preço de um mês para o outro, a Cedae nos informou que provavelmente, devido o calor excessivo, o consumidor pode ter usado mais água. Também informou que, caso algum consumidor se sinta lesado ou a cobrança constar indevida, o cidadão pode procurar um escritório da companhia na sua cidade e pedir a revisão da conta. 


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LEI MUNICIPAL 


Desde o dia 21 de setembro de 2018, as concessionárias de energia elétrica, de água e de gás não podem realizar a cobrança por estimativa no município de Cantagalo. De autoria da vereadora Emanuela Teixeira (Manuela do Paraíba), a Lei 1.422/2018 estipula a proibição da cobrança por estimativa através de levantamento de área ou quantidade de cômodos dos imóveis dos consumidores.


Também está prevista na Lei  a proibição de quaisquer cobranças retroativas, desde que não comprovadas irregularidades causadas pelos consumidores decorrentes de adulteração no equipamento de medição. Caso alguma das proibições previstas na lei seja descumprida, a concessionária infratora estará sujeita às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor.


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