Polícia Civil investiga morte de cadela que foi agredida no Norte Fluminense

Foto: Arquivo Pessoal
A Polícia Civil está investigando a morte de uma cadela que foi agredida até morrer no último sábado (15/12) em São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense. O caso ganhou repercussão depois que a esposa do suspeito de ter agredido o animal gravou um vídeo que está circulando nas redes sociais.

A cachorra pertencia aos avós da mulher e a família registrou o caso no domingo (16) na 134ª Delegacia Legal do Centro de Campos dos Goytacazes, responsável pelo plantão do último final de semana.

O crime começou a ser investigado nesta segunda-feira (17) na 147ª Delegacia Legal de São Francisco, e segundo a delegada titular da unidade, Ivana Morgado, diligências já estão sendo feitas em São Francisco e em Campos.

A delegada espera resolver o caso ainda nesta semana e vai ouvir todos os envolvidos.

O crime teria acontecido porque a cadela mordeu o pé do homem por se assustar com ele. Segundo a denúncia da família, o homem bateu com a cabeça do animal diversas vezes na parede, o jogou para cima e pisou no corpo dele.

“Olha só o que que o meu marido, que agora é ex, acabou de fazer com a cachorra. Matou a cachorra, ensanguentou tudo, olha. Matou a cachorra, ‘essezinho’ aqui. Esse sujeito aqui. [Aponta para o homem]. Olha o sangue na cabeça dele aqui. Isso é pra todo mundo ver. Olha o estado da minha avó que tem pressão alta. E a cachorra morta”, diz esposa do suspeito no vídeo, indignada.

O vídeo também mostra a idosa de 80 anos, dona da cachorra, chorando com o corpo do animal no colo. A família afirma que a cadela era a companhia da idosa, que sofre de pressão alta, e do marido dela, que sofre de Alzheimer.





“Ele socou a cachorra no chão, socou, bateu na cachorra, matou a cachorra. Ela já estava morta e ele tacou no muro, lá está o sinal. Esmagou a cabeça da cachorra no muro, que até machucou a mão dele. Eu comecei a gritar: não faz isso, pelo amor de Deus! Não mata minha cachorra! E ele dizia: vou matar, vou matar!”, contou a idosa Maria da Penha.

A sogra do suspeito, filha da dona do animal, espera que o homem seja punido. “Eu quero que ele seja punido, que ele pague pelo que fez. Isso foi um crime, porque é uma vida. Um animal que é cuidado como um ser da nossa família”, disse Cláudia Ribeiro.

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