Itaocara, São Fidélis e Pádua estão em alerta para surto de arboviroses

Dados divulgados nesta quarta-feira (12/12) pelo Ministério da Saúde revelam que, das 5.358 cidades que realizam algum tipo de monitoramento do mosquito Aedes aegypti, 504 estão em situação de risco, 1.881 estão em situação de alerta, enquanto 2.628 apresentam índices considerados satisfatórios. O mosquito é transmissor de doenças conhecidas como arboviroses, entre elas a dengue (todos os quatro tipos), zika e chikungunya.

O mapa da dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), mostra que, das cidades na área de abrangência deste website, três delas estão em alerta e uma em situação de risco.

As que estão em alerta são Itaocara, São Fidélis e Santo Antônio de Pádua. As três cidades permanecem entre as incidências de casos de chikungunya mais altas do Brasil, devido à epidemia que começou em março e terminou apenas em julho. Além da chikungunya, as três cidades também registraram casos de dengue.

Miracema, que embora não tenha registrado surto de arboviroses após o verão passado, aparece em situação de risco. Os agentes encontraram focos do Aedes aegypti em pelo menos 4% dos imóveis vistoriados. O percentual é quatro vezes superior ao de Itaocara.



Criadouros – Além de identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, o levantamento revela quais os principais tipos de criadouros por região. No Sudeste do Brasil, o maior número de depósitos encontrados foi em domicílio, caracterizados por vasos e frascos com água e pratos e garrafas retornáveis. 

Dengue – Dados do ministério apontam que, até 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o país – um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017 (232.372 casos). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 115,9 casos para cada 100 mil habitantes.

Em relação ao número de óbitos causados pela doença, a queda é de 19,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, passando de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.

Chikungunya – No mesmo período, foram notificados 84.294 casos de chikungunya no Brasil – uma redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017 (184.344 casos). A taxa de incidência da doença é de 40,4 casos para cada 100 mil habitantes.

Em relação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, passando de 191 mortes em 2017 para 35 neste ano.

Zika – Os números mostram ainda que, até 3 de dezembro, foram notificados 8.024 casos de zika em todo o país – uma redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025 casos). A taxa de incidência é de 3,8 casos para cada 100 mil habitantes.

Este ano, foram registrados quatro óbitos causados pelo vírus Zika.


POR SEYLOR ORNELAS
FOLHA ITAOCARENSE