Localizado em Cantagalo, único sensor de descargas elétricas do interior recebe manutenção

A Secretaria Municipal de Defesa civil de Cantagalo, recebeu na manhã do dia 19/10, a visita dos técnicos do ELAT-INPE (Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A visita foi chefiada pelo Dr. em Ciência do Sistema Terrestre, tecnologista Sênior e o engenheiro Flávio de Carvalho Magina, e teve por objetivo realizar a manutenção no sensor de descargas elétricas, localizado no município de Cantagalo, sendo, o único no interior do estado, outro equipamento do tipo só é encontrado na capital. O sensor tem uma abrangência aproximada de 480km, captando em tempo real a formação de  tempestades com descargas elétricas.

Além da manutenção, foi disponibilizado um aplicativo para acompanhamento em tempo real, onde o usuário além de obter informações sobre as descargas elétricas, ainda pode acompanhar as previsões do tempo, velocidade e direção dos ventos e a  qualidade do ar. Esse aplicativo atende não só para a população do município, como toda população do Estado. Basta baixar o aplicativo WeatherBug na Apple Store(IOS) ou na Play Store(Android), disponível também para PC(https://www.weatherbug.com).

“Estamos fazendo uma manutenção geral, temos 60 sensores no Brasil. Sendo no Estado do Rio, um localizado na capital e outro em Cantagalo.” – Destacou o engenheiro Flávio De Carvalho Magina.

Raio ou descarga elétrica atmosférica (DEA) é uma descarga elétrica de grande intensidade que ocorre na atmosfera, entre regiões eletricamente carregadas, e pode dar-se tanto no interior de uma nuvem (intranuvem), como entre nuvens (internuvens) ou entre uma nuvem e a terra (nuvem-solo). O raio vem sempre acompanhado do relâmpago (emissão intensa de radiação eletromagnética, a qual possui componentes na faixa visível do espectro), e do trovão (som estrondoso), além de outros fenômenos associados. Embora as descargas intranuvem e internuvens sejam mais frequentes, descargas nuvem-solo são de maior interesse prático para os seres humanos. A maior parte dos raios ocorre na zona tropical do planeta e principalmente sobre as terras emersas, associados a fenômenos convectivos dos quais, quando é intensa a atividade elétrica, resultam as trovoadas.

Em razão da grande intensidade de tensões e correntes elétricas associadas, raios sempre são perigosos. Assim, edificações em geral, bem como os sistemas de transmissão de energia, necessitam de sistemas de proteção, que incluem os para-raios. Todavia, mesmo com as proteções (que nem sempre são projetadas ou construídas corretamente), os raios ainda causam mortes e ferimentos por todo o mundo. Como fenômenos de alta energia, os raios manifestam-se usualmente como um trajeto extremamente luminoso que percorre longas distâncias, às vezes com ramificações.

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