Municípios do Noroeste Fluminense decretam situação de emergência devido à seca

Mesmo após a recente chuva que atingiu municípios do Norte e Noroeste Fluminense, após quase quatro meses sem chuva, pelo menos seis municípios da região decretaram situação de emergência por causa da seca extrema. Área de produção agrícola, a pecuária e a lavoura deste ano já foram comprometidos pela falta d’água. A Defesa Civil Estadual confirmou o decreto de emergência em Itaocara, Bom Jesus do Itabapoana, Laje do Muriaé, Miracema, São Fidélis e Santo Antônio de Pádua.

Em São Fidélis, a prefeitura publicou o decreto de emergência no último dia 5 de outubro, por causa dos números e da situação apresentada pela Defesa Civil do município. Segundo nota da prefeitura, cerca de 100 animais morreram em quatro meses sem chuva expressiva, com diminuição no índice pluviométrico de 72,57% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O município também registrou 363 hectares de áreas queimadas e diminuição no fluxo de água de nascentes, mananciais e poços que servem à zona rural. “O agronegócio sofreu uma queda muito grande, a produção leiteira diminuiu em torno de 50%, e as lavouras, principalmente as ligadas à olericultura, que é um dos fatores econômicos mais fortes do município de São Fidélis, também foram fortemente atingidas”, diz a nota da prefeitura.

De acordo com Serpa, a situação piorou desde o final de setembro, e o município aguarda a homologação do decreto de emergência pelos governos do estado e federal para liberar recursos. “Para assistirmos melhor o nosso homem do campo, poque o município não tem condição financeira pra arcar com isso sozinho. A região norte e noroeste está toda na mesma situação. Estamos aguardando”.

No sistema de Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública do Ministério da Integração Nacional, consta apenas o município de Itaocara do Rio de Janeiro na atualização feita até o último dia 24 de outubro. Segundo o ministério, existe um trâmite a ser seguido para que  a situação de emergência seja homologada pelo governo federal e os casos dos municípios fluminenses ainda não foram solicitados.

Por Akemi Nitahara